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Os investimentos mais rentáveis em julho (e os que se deram muito mal)

Investimentos em ações e em criptomoedas são o destaque de julho, mas quem apostou em moedas estrangeiras perdeu dinheiro

Por Márcio Juliboni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 31 jul 2026, 19h44
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Com o fechamento do último pregão do mês de julho da B3 – em um dia particularmente conturbando, no qual problemas técnicos atrasaram a abertura dos negócios -, é hora de fazer as contas e conferir quais investimentos financeiros deixaram os brasileiros mais ricos, e quais só deram dor de cabeça. Segundo a consultoria Elos Ayta, o bitcoin, a maior criptomoeda do mundo em volume de negociação, foi o destaque positivo do mercado brasileiro com alta de 4,36% no mês.

De acordo com os especialistas, a cripto foi favorecida pelo maior apetite ao risco dos investidores, expresso pela menor pressão de venda e pelo menor ritmo de saques nos ETFs americanos que espelham seu comportamento. Com isso, o bitcoin deve encerrar o mês ao redor dos 63 000 dólares – cerca de 320 000 reais. Apesar do bom resultado mensal, os analistas alertam que a tendência do bitcoin ainda é negativa. No ano, o critpoativo acumula queda de 33%.

Gráfico de barras mostrando o desempenho de aplicações financeiras em julho de 2026. Bitcoin lidera com 4,36%, seguido por Ibovespa (3,47%) e IDIV (3,00%). Outras aplicações positivas incluem CDI (1,16%), Ima Geral (0,93%), Poupança (0,67%) e Ouro (0,27%). As aplicações negativas são IFIX (-0,32%), IHFA (-0,60%), Small Caps (-0,77%), Euro Ptax (-1,04%), Dólar Ptax (-1,92%) e BDRX (-2,04%)
(Elos Ayta/VEJA.com)

Em segundo lugar, ficaram os fundos de investimento em ações, cujo benchmark é o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira. O Ibovespa acumulou alta de 3,47% neste mês, encerrando a sexta-feira em 177 999 pontos. Com isso, interrompeu uma sequência de quatro meses de queda, beneficiado pelo retorno dos investidores estrangeiros à bolsa e pelas expectativas de novos cortes da taxa básica de juros, a Selic. O bom desempenho assegurou que o Ibovespa continuasse na liderança dos investimentos no acumulado do ano com alta de 10,47%.

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Ações com histórico de bons dividendos também se destacaram. O IDIV, índice da B3 que representa tais papéis, acumulou alta de 3% e completou o pódio dos melhores investimentos de julho, segundo a Elos Ayta. Conhecidas no mercado como “vacas leiteiras”, dado seu potencial de gerar uma boa renda passiva, essas ações também se sobressaem no acumulado do ano com alta de 10,19%, o que lhes assegura a vice-liderança no ranking das melhores aplicações de 2026.

Na outra ponta, apostar nas ações de empresas estrangeiras foi o pior negócio do mês. De acordo com o levantamento, o BRDX, índice que representa as BDRs (Brazilian Depositary Receipts) mais negociadas no mercado brasileiro, acumulou um recuo de 2%, seguido pelo dólar, com queda de 1,92% e pelo euro (-1%).

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Gráfico de barras mostrando o desempenho de aplicações financeiras até julho de 2026. Ibovespa (10,47%), IDIV (10,19%), CDI (8,09%), IMA Geral (6,81%), Poupança (4,76%), IHFA (2,64%), BDRX (1,43%) e IFIX (1,14%) com barras azuis positivas. Small Caps (-5,31%), Ouro (-7,68%), Dólar Ptax (-7,73%), Euro Ptax (-9,59%) e Bitcoin (-32,69%) com barras vermelhas negativas
(Elos Ayta/VEJA.com)

 

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