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Os 37,5% dos Estados Unidos que assombram a economia brasileira

A nova rodada de tarifas americanas coloca exportadores brasileiros diante de um cenário de incerteza

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 jul 2026, 21h44 | Atualizado em 17 jul 2026, 23h24
Os 37,5% dos Estados Unidos que assombram a economia brasileira Priorizar nos meus resultados Google

A possibilidade de uma tarifa acumulada de 37,5% sobre produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos tornou-se um grande temor do setor produtivo. Em entrevista ao VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, a coordenadora de Facilitação de Negócios Internacionais do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Verônica Winter, afirmou que a combinação da tarifa de 25% já anunciada com outra de 12,5% em discussão pelo governo americano pode comprometer ainda mais a competitividade das empresas brasileiras no segundo principal parceiro comercial do país. (este texto é um resumo do vídeo acima)

Por que os 37,5% preocupam tanto?

Segundo Winter, a tarifa de 25% já coloca o Brasil em desvantagem frente aos concorrentes internacionais por atingir exclusivamente os produtos brasileiros. Caso a nova cobrança seja implementada de forma cumulativa, o impacto sobre os setores não contemplados pelas isenções tende a se ampliar. “Adicionada a essa de 25%, realmente nos coloca numa competitividade ainda mais inferior com relação aos nossos concorrentes”, afirmou.

A especialista ponderou que as duas tarifas têm naturezas distintas. Enquanto a de 25% é direcionada apenas ao Brasil, a de 12,5% faz parte de uma investigação que alcança mais de 60 economias. Ainda assim, a soma das cobranças amplia a pressão sobre os exportadores brasileiros.

Quais empresas mais ganharam e perderam com o tarifaço dos EUA

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Há espaço para evitar esse cenário?

Na avaliação da coordenadora da Fiemg, a resposta brasileira deve priorizar a diplomacia. Ela defendeu o aprofundamento das negociações entre os governos brasileiro e norte-americano e descartou, neste momento, uma reação baseada na Lei da Reciprocidade. “[A reciprocidade] pode ter consequências, inclusive para o próprio Brasil, para as nossas cadeias produtivas”, afirmou.

Winter lembrou ainda que disputas comerciais semelhantes já foram revertidas por meio de negociações entre governos, razão pela qual considera essencial manter o diálogo com Washington antes da adoção de medidas que possam ampliar os impactos sobre a economia brasileira.

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Qual é a saída para as empresas brasileiras?

Enquanto as negociações seguem em curso, a diversificação de mercados aparece como a principal alternativa para reduzir a dependência do mercado americano. Segundo Winter, empresas já procuram o Centro Internacional de Negócios da Fiemg para identificar novos destinos para suas exportações.

Ela ressalvou, porém, que essa transição não será automática. Em setores como máquinas, equipamentos e equipamentos elétricos, poderá ser necessário adaptar processos produtivos para atender às exigências técnicas de outros mercados. Ainda assim, ampliar a presença internacional das empresas brasileiras é, na avaliação da especialista, o caminho para reduzir a vulnerabilidade diante das novas barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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