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Orçamento de Obama terá previsão de déficit de US$901 bi em 2013

WASHINGTON, 10 Fev (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, divulgará um orçamento que projeta um déficit de 901 bilhões de dólares para o ano fiscal de 2013, uma queda radical em relação à falta de recursos deste ano, disse uma autoridade da Casa Branca nesta sexta-feira.

A proposta de Obama ao Congresso na segunda-feira representa uma previsão de déficit orçamentário em 2013 equivalente a 5,5 por cento de todo o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA, uma queda ante 8,5 por cento do PIB em 2012 quando se espera que o déficit atinja 1,33 trilhão de dólares.

Obama, um democrata, rascunhou os detalhes gerais de seu plano de redução de déficit de mais de 3 trilhões de dólares em setembro, quando foi fortemente criticado por seus rivais republicanos por aumentar os impostos sobre os mais ricos.

Espera-se que ele repita propostas para levantar 1,6 trilhão de dólares ao longo de uma década por meio de impostos mais altos, incluindo 886 bilhões de dólares arrecadados ao permitir que benefícios fiscais para famílias com renda de mais de 250 mil dólares por ano expirem no final de 2012.

O orçamento também reservará 476 bilhões de dólares para gastos em infraestrutura e 350 bihões de dólares para a criação de empregos, disse. Os planos foram anunciados no discurso anual State of the Union no mês passado, em que ele clamou por mais iniciativas para melhorar a justiça econômica nos Estados Unidos.

Gastos públicos já foram maximizados em 2013 em um acordo entre Obama e republicanos no verão passado para aumentar o teto da dívida norte-americana, e Obama anunciou no mês passado cortes em gastos de defesa de 487 bilhões de dólares ao longo de 10 anos.

O orçamento ainda precisa estabelecer onde serão aplicados os cortes em gastos domésticos, com expectativas de que 360 bilhões de dólares sejam poupados por meio de controle de crescimento dos custos do Medicare e do Medicaid, programas de saúde pública federais voltados aos americanos idosos e pobres.

(Por Alister Bull e Caren Bohan)