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Operação-padrão em bagagens deixa de fora aeroportos do DF e BH

Durante o protesto, os auditores prometem fiscalizar 100% das bagagens dos passageiros vindos dos voos internacionais

A operação-padrão dos auditores fiscais da Receita Federal, marcada para hoje, não vai atingir todos os aeroportos do país. Segundo o Sindifisco Nacional (Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil), ficaram de fora os aeroportos Juscelino Kubitscheck, em Brasília, e Confins, em Belo Horizonte.

O protesto acontece no mesmo dia em que o Supremo Tribunal Federal decide sobre o habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva — e sua possível prisão por crimes desvendados pela Operação Lava Jato. O sindicato nega que a exclusão do aeroporto de Brasília do protesto tenha alguma relação com o julgamento no STF.

Durante a operação-padrão, os auditores prometem fiscalizar 100% das bagagens dos passageiros vindos dos voos internacionais. Isso deve causar filas e atrasos na saída dos aeroportos.

O objetivo da medida, segundo o Sindifisco, é chamar a atenção da população e do governo federal para a concessão do aumento salarial da categoria, que não está sendo cumprido.

O presidente da entidade, Cláudio Damasceno, estará à frente de um ato no terminal 3 do Aeroporto de Guarulhos, a partir das 10 horas. O Aeroporto Internacional de São Paulo é o mais movimentado do país. Em 2017, recebeu 37,7 milhões de passageiros — 3,2% a mais do que no ano anterior.

Semana do Canal Vermelho

A mobilização dos auditores vem acontecendo desde novembro passado, com operações pontuais, incluindo a diminuição de profissionais nos postos de trabalho. Porém, desde domingo e até o dia 7, os auditores fiscais praticam a Semana do Canal Vermelho, em que há fiscalização total de cargas nos portos, aeroportos e fronteiras, aumentando o tempo médio de desembaraço. Até então estava sendo evitada a operação com passageiros, mas ela vai ser realizada nesta quarta-feira.

O sindicato reforça que perecíveis, medicamentos, insumos e equipamentos médicos e laboratoriais, além de translado de despojos, estão fora desse crivo.

Na sexta-feira, 6, a comitiva vai aos ministérios da Fazenda e do Planejamento entregar carta informando a paralisação total, que será mantida até a regulamentação do Bônus de Eficiência — que premia performance de funcionários públicos, mas acaba funcionando como aumento de remuneração) — há mais de quinze dias na Casa Civil à espera de sanção presidencial. As decisões foram tiradas na assembleia nacional da categoria, na semana passada.