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Operação Lava Jato já impacta mercado de trabalho, diz ministro

Manoel Dias disse que os efeitos das demissões em empresas do petrolão foi sentido no Brasil inteiro

Por Da Redação - 18 mar 2015, 18h32

O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, disse que a Operação Lava Jato influenciou no resultado negativo do emprego em fevereiro, que registrou o fechamento de 2.415 vagas, o pior resultado para o mês desde 1999. “Certamente, nesse primeiro momento, a Lava Jato influenciou em redução de emprego”, avaliou o ministro, em entrevista nesta quarta-feira.

Dias acrescentou que o impacto é registrado no Brasil inteiro, não só no Estado do Rio de Janeiro, onde está localizado o problemático complexo petroquímico do Comperj. Ele lembrou que muitas empresas terceirizadas já tiveram problemas e fez referência à situação financeira da estatal. “A própria Petrobras, que tinha uma previsão de investimentos de 50 bilhões de reais, prevê uma redução de 20%”, disse.

Para ele, os problemas são claramente percebidos na construção civil. O setor fechou 25 mil vagas em fevereiro. “Tem influência, na medida em que serão repactuados esses contratos”, disse. O ministro espera que o quadro melhore com o avançar das investigações e a assinatura de acordos de leniência com as empresas envolvidas.

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Ajuste fiscal – Dias também avaliou que o resultado do Caged de fevereiro não foi “excepcional”, mas reverte uma expectativa negativa, quando comparado ao resultado de janeiro, que teve menos 81 mil vagas. “A perda de novos postos, em torno de 2 mil, demonstra estabilidade”, avaliou o ministro.

Segundo ele, um dos fatores que provocaram o resultado é o ajuste fiscal promovido pelo governo, mas os setores vão reagir positivamente às medidas. Ele reforçou que não haverá cortes de programas de distribuição de renda.

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O ministro informou ainda que espera uma melhoria nos dados da construção civil, na medida em que começarem novos contratos. Segundo ele, o MTE, através do FGTS, tem um orçamento de 65 bilhões de reais em 2015, que serão aplicados na construção de casas para a população de baixa renda. “Nesses primeiros dois meses de 2015, já foram contratados 8,7 bilhões de reais para a construção de 99 mil unidades para essa população. Isso representa a geração de emprego, de 285 mil novos postos”, afirmou.

(Com Estadão Conteúdo)

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