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Operação de troca de ativos entre BRF e Marfrig começa em junho

Troca se inicia com entrega para a Brasil Foods dos ativos e marca Quickfoods, enquanto a Marfrig assume três plantas da BRF

A primeira etapa do processo de troca de ativos entre a Brasil Foods e a Marfrig, conforme aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), começa nesta sexta-feira, informou o vice-presidente jurídico do Grupo Marfrig. “A operação (de troca) será feita em fases, porque na verdade são muitas fábricas, e fica complicado assumir tudo de uma vez”, disse Heraldo Geres, o vice-presidente jurídico da companhia a jornalistas. A operação foi aprovada na semana passada , mas Geres observou que o Cade deve acompanhar todo o processo de transferência dos ativos entre as duas companhias.

De acordo com o cronograma das companhias, a troca se inicia em junho com a entrega para a Brasil Foods dos ativos e marca Quickfoods na Argentina, enquanto a Marfrig assume três plantas da BRF – duas unidades de produtos industrializados em Duque de Caxias (RJ) e em Lages (SC) e uma planta de suínos em Carambeí (PR) – e quatro centros de distribuição. “Começamos a operar as fábricas, mas pelo ciclo de produção, a oferta destes produtos chega ao mercado em um mês”, disse ele, acrescentando que também é neste período que algumas das marcas da BRF deixam de circular.

Anteriormente, a BRF já havia apontado que pretende reforçar a marca Perdigão nos mercados onde o Cade permitir. O prazo total para retirada de algumas marcas da Perdigão relacionadas com o Termo de Compromisso de Desempenho (TCD), condição imposta pelo Cade para aprovar a fusão da Sadia pela Perdigão, se encerra em outubro.

Geres observou que algumas marcas têm produtos equivalentes nas duas companhias. Contudo, a estratégia não será a de retirar marcas, mas sim reforçar a participação destes produtos em mercados regionais. “Primeiro, a prioridade, é rodar o negócio. Depois a estratégia é garantir share (participação) para determinadas marcas”, explicou, observando que a ideia é não ter ruptura ou descontinuidade de venda destes produtos. Segundo ele, a expectativa é ter o negócio efetivado já em 2013. “Assim que tiver as marcas e a operação consolidadas, aí vamos seguir com a estratégia para a Seara como um todo”, afirmou. Este trabalho deve incluir marcas consideradas fortes, como a Fies e Rezende.

Em julho, a Marfrig deve assumir mais cinco plantas: São Gonçalo dos Campos (BA), Três Passos (RS), Santa Cruz do Sul (RS), Salto Veloso (SC) e Bom Retiro do Sul (RS). No mês seguinte, em agosto, serão transferidos à Marfrig os quatro centros de distribuição restantes e as plantas de Brasília, no Distrito Federal, e Várzea Grande (MT).

(com agência Reuters)