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‘Opep deve reduzir sua produção no Golfo Pérsico’, diz Venezuela

Por Da Redação 13 dez 2011, 10h50

Viena, 13 dez (EFE).- O ministro venezuelano de Petróleo, Rafael Ramírez, declarou nesta terça-feira em Viena que os países que fazem parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) no Golfo Pérsico, incluindo a Arábia Saudita, deverão reduzir sua produção e normalizar a relação entre oferta e procura.

‘Na medida em que existe uma recuperação da produção na Líbia, os países que colocaram barris adicionais no mercado terão que diminuir sua produção’, disse Ramírez. Nesta quarta-feira, o ministro venezuelano também participará da reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Perguntado se essa medida de redução iria incluir Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Catar, países que na conferência anterior, realizada em junho, tomaram distância do resto do grupo. ‘Sim definitivamente’, respondeu Ramírez, que lembrou que esses países aumentaram a produção para compensar o corte na Líbia.

Nesta ocasião, a reunião terminou sem nenhum acordo firmado e sem nenhuma declaração conjunta, algo incomum na Opep. ‘Agora será preciso ajustar o que está desajustado. Não estamos desajustados por uma posição da Venezuela’, insistiu Ramírez.

O ministro venezuelano afirma estar ‘muito preocupado’ com a situação econômica e ‘com as estimativas de crescimento para o ano que vem, em particular na zona do euro’.

‘É certo que precisamos ver como está o balanço do mercado. Isso é o que nós vamos discutir nesta conferência’, ressaltou Ramírez. Segundo o ministro, a Venezuela estima que há um excesso de oferta no mercado.

Perguntado sobre o papel do preço do petróleo, que fechará com uma média anual recorde, Ramirez respondeu que ‘a deterioração da economia não tem nada a ver com o preço do petróleo’.

‘Esta não é uma crise da Opep, é uma crise do setor financeiro especulativo, do setor bancário europeu e da dívida europeia’, completou o ministro venezuelano. EFE

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