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ONU: situação de Itália e Espanha é o maior ‘risco’ para zona do euro

Por Da Redação 7 jun 2012, 14h28

Nações Unidas, 7 jun (EFE).- A ONU afirmou nesta quinta-feira que o ‘maior risco’ para a zona do euro são as situações de Itália e Espanha, já que o tamanho da dívida dos dois países ‘provavelmente’ terminará ‘pondo à prova os fundos de resgate da região’.

Isso é o que garantem os analistas da organização no relatório ‘Situação e Perspectivas da Economia Mundial em 2012’, divulgado hoje pelo Departamento de Estudos Econômicos e Sociais, no qual insistem que a austeridade orçamentária deve ser acompanhada de políticas de crescimento a médio e a longo prazo.

Em relação ao caso da Espanha, os especialistas expressaram o receio de que a economia pudesse cair em um círculo vicioso de ‘austeridade e recessão’ que encareceria seus custos de financiamento e traria mais ‘turbulências’ nos mercados, levando o país a ‘eventualmente’ precisar de um resgate que ‘deixaria disponíveis fundos insuficientes para a Itália’.

‘Um cenário com essas características traria novas especulações sobre uma ruptura da zona do euro, novas perturbações nos mercados financeiros e desencadearia uma forte recaída da atividade econômica mundial’, acrescentaram.

A ONU lembrou que os índices de desemprego na Espanha aumentaram de 8,6% em 2007 para 24,1% em março deste ano, e quanto ao desemprego entre os jovens, o documento destacou que ‘mais da metade dos que procuram trabalho não encontra emprego’.

No caso da Grécia, a taxa de desemprego em março era de 21,7%, enquanto na mesma época foi de 13,5% em Portugal e 14,5% na Irlanda. A organização prevê que a taxa de desemprego na zona do euro passe de 10,2% em 2011 para 11,1% em 2012, situando-se em torno de 11% em 2013.

Os especialistas do Departamento de Estudos Econômicos destacaram ainda as desigualdades na região, já que, enquanto esperam que a Alemanha cresça 1% neste ano, outros países como Grécia, Itália, Portugal e Espanha ‘seguirão imersos na recessão’.

A ONU acrescentou que a austeridade fiscal levou vários países europeus, entre eles a Espanha, a uma recaída na recessão, e, enquanto Grécia e Portugal tiveram que ser resgatados em 2011, Itália e Espanha viram aumentar seus custos de financiamento público. EFE

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