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Oi terá de gastar R$ 3,5 bi se houver 90% de recesso

Por Da Redação - 27 fev 2012, 16h01

Por Mônica Ciarelli

Rio de Janeiro – O diretor de Finanças e de Relações com Investidores da Oi, Alex Zornig, acredita que 90% dos acionistas com direito de recesso podem solicitá-lo na operação de reestruturação societária, aprovada hoje. Caso esse cenário se confirme, a empresa, segundo ele, teria de desembolsar R$ 3,5 bilhões. Zornig lembra que é preciso administrar o caixa da empresa pensando no cenário mais negativo.

Em teleconferência com jornalistas realizada hoje, o presidente da Oi, Francisco Valim, observou que a diferença entre o valor do recesso e o preço das ações das companhias listadas em bolsa de valores estimula o acionista a exercer o direito, conforme a proposta de reestruturação.

Tem direito de recesso o acionista de Telemar e Telemar Norte Leste que mantiver as ações de forma ininterrupta desde o encerramento do pregão de 23 de maio do ano passado até a data da efetiva retirada. As ações adquiridas a partir de 24 de maio de 2011, data do anúncio da proposta de reestruturação, não têm esse direito. O prazo para o exercício do direito de retirada é 29 de março e o pagamento do reembolso está previsto para ocorrer no dia 9 de abril.

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Na teleconferência, Valim aproveitou para ressaltar os benefícios que a operação irá trazer para o Grupo Oi, criando espaço para sua expansão no setor. Além disso, fez questão de frisar que a reestruturação teve apoio amplo dos acionistas e que os contrários “nunca passaram de 3% a 4% da base de acionistas do Grupo Oi”.

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