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Oi quer crescer em base fixa a partir do 4º trimestre

Por Da Redação 1 ago 2012, 11h32

Por Mariana Durão

Rio de Janeiro – A Oi prevê um crescimento em sua base de assinantes de linhas fixas a partir do quarto trimestre de 2012. A queda da base de telefonia fixa da operadora vem se desacelerando nos últimos trimestres. No segundo trimestre de 2012 as desconexões somaram 96 mil linhas, número inferior aos 206 mil do primeiro trimestre e aos 231 mil do quarto trimestre de 2011.

Em apresentação do balanço da empresa referente ao segundo trimestre o diretor de Finanças e Relações com Investidores da companhia, Alex Zornig, destacou a manutenção do ritmo de crescimento da base em banda larga e a aceleração no serviço de TV por assinatura. As adições líquidas em banda larga somaram 192 mil unidades e em TV paga 91 mil no período de abril a junho.

Compartilhamento de torres

Para o presidente da companhia, Francisco Valim, o compartilhamento de torres entre as operadoras é importante, mas adaptar a infraestrutura antiga pode ser mais caro do que construir novas. “O compartilhamento só pode se dar para a frente, não para trás”, disse Valim.

O compartilhamento de infraestrutura para a implantação da tecnologia 4G de telefonia móvel é uma recomendação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), ao queValim se disse favorável. O executivo admite, no entanto, que a discussão entre as companhias não avançou. Na prática, isso indica que a nova rede 4G pode começar a ser desenvolvida sem o compartilhamento.

“Compartilhar depende de querer e fazer. Nós achamos que é uma prática importante e necessária no Brasil. Mas a discussão ainda está no querer”, disse.

O presidente da Oi lembrou ainda que a companhia tem seis cidades para cobrir com 4G até o ano de 2013, sinalizando que não será possível esperar um consenso para investir. Ele avalia que a Anatel possa pressionar por uma decisão. Em média, 80% dos investimentos da operadora são destinados ao desenvolvimento de rede, como torres. A companhia prevê em seu plano de investimento a implantação de 4 mil a 6 mil novas torres móveis no País. Hoje são 15 mil.

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