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OGX registra prejuízo no 1º trimestre e deve exigir aporte de Eike

Após registrar um prejuízo de 804,6 milhões de reais, petrolífera pode precisar que o empresário injete US$ 1 bilhão na empresa

Por Da Redação - 10 Maio 2013, 16h39

A petrolífera OGX, do empresário Eike Batista, registrou um prejuízo líquido de 804,6 milhões de reais no primeiro trimestre do ano, valor três vezes maior do que o alcançado no mesmo período de 2012. A principal justificativa para o ocorrido foram as constantes despesas bilionárias com poços secos.

“Esse resultado decorre principalmente de despesas no valor de 1,195 bilhão de reais referentes a poços secos e áreas subcomerciais devolvidas à ANP após a conclusão do período exploratório em março de 2013”, afirmou a OGX em comunicado à imprensa. A companhia ainda acrescenta que parte dos danos já foi compensada por meio dos resultados positivos relacionados a imposto de renda e contribuição social, acumulados em 424 milhões de reais.

Devido a esses números, a petrolífera agora poderá exigir que Eike, como acionista controlador, injete 1 bilhão de dólares na empresa para fazer frente aos investimentos. No momento, somente 250 milhões de dólares foram disponibilizados.

“Apesar do aumento de caixa em 2013 pela venda de participação (nos blocos), nossa análise é que a atual geração de caixa da OGX não é suficiente para cobrir os investimentos planejados e o custo da dívida”, escreveram em relatório os analistas Caio M Carvalhal e Felipe Dos Santos, do JPMorgan. Eles mantêm a visão de exercício da opção pela OGX para exigir aporte de 1 bilhão de dólares pelo acionista controlador.

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De acordo com os analistas Caio M. Carvalhal e Felipe dos Santos, do JPMorgan, mesmo com as medidas tomadas a curto prazo, “a atual geração de caixa da OGX não é suficiente para cobrir os investimentos planejados e o custo da dívida”. A equipe do Bank of America Merrill Lynch calcula que a entrada do capital permitido na situação atual da companhia garante recursos suficientes para os próximos dois a quatro trimestres, dependendo do quanto a empresa reduzir nos gastos.

Quanto às ações da OGX, acredita-se que a divulgação dos números negativos acaba desencorajando a compra de novas ações, o que justifica a queda expressiva no valor das mesmas. Por volta do meio-dia, elas recuavam 2,4% e estavam cotadas a 1,6 real.

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(com Agência Reuters)

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