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Oferta inicial da Manabi será só para institucionais

Por Luana Pavani

São Paulo – A Manabi, empresa de administração de participações na área de metalurgia e siderurgia, decidiu que a sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) será destinada apenas a investidores institucionais. O prospecto preliminar da operação encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários não prevê oferta para o varejo.

Os bancos coordenadores são Goldman Sachs (líder), Credit Suisse e Itaú BBA. A oferta global compreenderá a distribuição pública de ações no Brasil e no Canadá, sob a forma de Global Depositary Receipts (GDRs), com a coordenação do Goldman Sachs Canada Inc., Credit Suisse Canada e do BMO Nesbitt Burns, Inc.

A quantidade de ações na oferta ainda não foi revelada. O comunicado à CVM indica somente que a distribuição terá um lote suplementar de até 15% das ações, e adicional de até 20%. A oferta de dispersão, por sua vez, será de no mínimo 10% e no máximo 20% do total das ações na oferta (incluindo lotes extras). A intenção de investimento deve ser superior a R$ 300 mil. Também ainda não está definido o cronograma ou a faixa indicativa de preço.

A companhia foi constituída em março de 2011. Em junho do ano passado, houve uma captação privada com entrada de estrangeiros. A estrutura societária é a seguinte: fundo de pensão Ontário Teacher’s, com 20%; Fábrica Holding, 19,125%; Korea Investment Corporation, com 12,5%; Michael Stephen Vitton, com 7,625%; Mathew Todd Goldsmith, com 7%; Longleaf Partners International, 11,375%; Longleaf Partners Global Fund, 1,125%; e 20,625% com “outros”.

O código da ação a ser negociada na Bovespa será MNBI3. A Manabi entrou com pedido de registro inicial de companhia aberta na CVM em maio de 2011. O registro foi concedido em 12 de setembro do ano passado.