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Oferta de petróleo deve cair mais que o esperado em 2026, prevê AIE

Agência projeta redução de 5,7 milhões de barris por dia e afirma que a recuperação do fornecimento no Golfo ficará para 2027

Por Ligia Moraes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 set 2026, 07h39
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A oferta global de petróleo deverá cair 5,7 milhões de barris por dia em 2026, o equivalente a cerca de 6%, segundo projeção divulgada nesta sexta-feira, 11, pela Agência Internacional de Energia (AIE). A estimativa anterior indicava uma retração de aproximadamente 4%.

A revisão reflete a demora na retomada da produção e das exportações dos países do Golfo afetadas pela guerra envolvendo o Irã. A agência agora avalia que a recuperação completa do fornecimento da região ocorrerá somente em 2027.

A queda mais acentuada da oferta reduz a quantidade de petróleo disponível no mercado internacional e tende a sustentar os preços da commodity. O impacto pode chegar aos derivados, como gasolina e diesel, e aumentar a pressão sobre a inflação nos países dependentes de importações.

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A AIE também reduziu sua projeção para a demanda mundial. O consumo deverá cair 2,5 milhões de barris por dia neste ano, ante retração de 1,6 milhão prevista anteriormente. A diminuição é atribuída principalmente à alta dos combustíveis, que leva consumidores e empresas a reduzir o uso de derivados.

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Mesmo com a demanda menor, os estoques têm sido necessários para compensar a perda de produção. As reservas globais diminuíram em agosto a um ritmo equivalente a 3,1 milhões de barris por dia. “Até agora, os estoques têm desempenhado um papel crucial no equilíbrio do mercado”, afirmou a agência.

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A redução dos estoques ajuda a atender ao consumo no curto prazo, mas diminui a proteção disponível contra novas interrupções. Se a produção permanecer limitada e as reservas continuarem caindo, o mercado poderá enfrentar maior pressão sobre os preços.

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Segundo a AIE, a normalização depende da recuperação dos fluxos de petróleo do Oriente Médio. A permanência dos conflitos envolvendo o Irã e a Rússia, porém, mantém elevada a incerteza sobre a oferta mundial e adia uma recomposição mais consistente do mercado para o próximo ano.

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