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OCDE reduz projeção de crescimento do Brasil para 0,3%

Estimativa para 2014 era de 1,8%. Revisão foi atribuída à pequena margem para adoção de políticas monetárias e fiscais no país

Por Da Redação 25 nov 2014, 16h18

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) rebaixou de 1,8% para 0,3% sua projeção de crescimento da economia brasileira para este ano, segundo relatório semestral da instituição divulgado nesta terça-feira. Para 2015, a previsão caiu de 2,2% para 1,5%. Segundo a OCDE, somente em 2016, quando a economia deve avançar 2%, é que o Brasil se aproximará de seu potencial de crescimento.

A entidade atribuiu a alta modesta do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano à pequena margem para adoção de políticas monetárias e fiscais. Também pesam sobre a atividade uma demanda externa considerada frágil, baixos níveis de investimento, gargalos de infraestrutura e pressões inflacionárias. A organização acrescentou que a deterioração das trocas comerciais e o arrefecimento na expansão do crédito têm prejudicado o consumo.

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O estudo aponta que a inflação atingirá 6,50% em 2014, teto da meta estabelecida pelo governo, e desacelerará para 5,40% em 2015 e 5,10% em 2016. Nesse contexto, a OCDE acredita que será preciso praticar uma política monetária restritiva no próximo ano, apesar da fraqueza da atividade econômica.

A OCDE alertou também para a piora das condições fiscais, que provocaram um aumento da dívida pública para patamares superiores a 60% do PIB. Por isso, a organização aconselha um endurecimento da política fiscal e aposta no corte de algumas despesas “cujos efeitos sobre o crescimento não são claros”.

Nova equipe – “No curto prazo, creio que vai ser importante que a nova equipe econômica continue com a estabilidade macroeconômica que o Brasil alcançou nos últimos anos”, disse o economista da OCDE para o Brasil, Jens Arnold. Para ele, a atual situação macro mostra que “as variáveis de política fiscal e inflação talvez sejam as que exigirão mais atenção” da nova equipe econômica nos próximos anos.

(Com Estadão Conteúdo e Efe)

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