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OCDE reduz expectativa de crescimento do G7

Entidade reduziu sua previsão para a Alemanha, maior economia da zona do euro, para 0,8% ante 1,2%. Crise do bloco está cada vez mais pesada nas economias centrais

Por Da Redação - 6 set 2012, 08h23

Além da crise da dívida da zona do euro, a OCDE alertou que o maior risco à economia global poderia surgir na forma de um aperto fiscal nos Estados Unidos

As perspectivas para as principais economias desenvolvidas pioraram nos últimos meses uma vez que a crise da zona do euro se espalhou pela região, afirmou a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta quinta-feira, pedindo ao Banco Central Europeu (BCE) que intervenha nos mercados de títulos para controlar os problemas.

Estimando um crescimento em 2012 de 1,4% para o G7, grupo que reúne as principais economias, as previsões da OCDE variam dentro do grupo, com países europeus sofrendo mais.

Além da crise da dívida da zona do euro, a OCDE alertou que o maior risco à economia global poderia surgir na forma de um aperto fiscal massivo nos Estados Unidos no final do ano, quando aumentos de impostos e cortes de gastos automáticos do governo começarão sob a atual legislação.

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“A zona do euro continua sendo um ponto crucial, o epicentro da crise”, disse o economista-chefe da OCDE, Pier Carlo Padoan.

“Ela precisa ser enfrentada para seu próprio bem; precisa ser enfrentada pela estabilidade da economia global. É crítico que o BCE possa avançar com intervenções no mercado de títulos.”

De modo geral, bancos centrais em países onde o crescimento foi fraco não deveriam hesitar em reduzir as taxas de juros, completou a OCDE.

Mais afrouxamento nos EUA seria justificado se o mercado de trabalho piorar e o governo for forçado a apertar os cintos.

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A OCDE estima crescimento de 2,3% neste ano para os Estados Unidos, ante 2,4% previstos em maio.

Europa – A entidade reduziu com mais força sua previsão para a Alemanha, para 0,8% ante 1,2%, afirmando que a crise de dívida do bloco está cada vez mais pesando nas economias centrais.

O panorama para a Itália foi ainda pior, com sua estimativa reduzida para contração de 2,4% ante contração de 1,7% em maio. A estimativa para a França foi baixada para 0,1% ante 0,6%.

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Custos de empréstimos divergentes nas economias da zona do euro são uma prova de que a política monetária no bloco foi interrompida, disse Padoan, alertando para consequências terríveis se isso for negligenciado.

“Isso é, com certeza, uma ameaça adicional à integridade da zona do euro e, portanto, aponta para um risco de ruptura”, disse ele, pedindo que o BCE compre títulos dos países em maior dificuldade, horas antes de a autoridade monetária detalhar seus planos de intervenção no mercado.

Mas uma ação do BCE sozinha não é suficiente para resolver a crise da dívida da região e as fundações de uma união de supervisão bancária precisam ser configuradas rapidamente. Os bancos da zona do euro precisam ser recapitalizados em mais de 500 bilhões de euros, segundo alguns cálculos, disse ele.

Padoan afirmou que os países da zona do euro que estão fazendo reformas dolorosas e cortando seus orçamentos não devem interpretar a recente queda nos yields dos títulos como um sinal para diminuir os esforços, ou caso contrário irão arriscar o que feito feito até agora.

A OCDE destacou que suas previsões de maio foram construídas sobre uma gama mais ampla de dados e não usou os mesmos modelos de suas últimas estimativas.

(Com agência Reuters)

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