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OCDE muda estimativas e prevê contração para o Brasil em 2015

A previsão da organização para o PIB brasileiro caiu de uma expectativa de crescimento de 1,5% para este ano

Por Da Redação - Atualizado em 30 jul 2020, 21h38 - Publicado em 18 mar 2015, 09h35

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) prevê que a economia do Brasil retroceda em 2015. A estimativa foi divulgada na manhã desta quarta-feira na atualização do cenário econômico da Organização, que reúne as principais economias desenvolvidas do planeta. Entre 11 países e regiões econômicas listadas nas previsões da OCDE, o Brasil é o único que deve ter contração neste ano.

A previsão da OCDE para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2015 caiu de uma expectativa de crescimento de 1,5%, conforme cenário divulgado em novembro de 2014, para um recuo de 0,5%. Entre os demais emergentes, a China deve crescer 7% e a Índia deve avançar 7,7%. A previsão para a China caiu 0,1 ponto ante novembro e para a Índia subiu 1,3 ponto porcentual.

Para 2016, a estimativa para o Brasil também piorou e a aposta da OCDE de crescimento foi reduzida de 2% para 1,2%. Apesar de estar no campo positivo, a previsão para o país é a mais fraca do grupo de 11 economias. O Brasil deve crescer menos que a Itália (1,3%) e o Japão (1,4%) em 2016. Entre os emergentes, a China deve desacelerar para 6,9% e a Índia deve acelerar para 8% no próximo ano.

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A instituição confirmou sua previsão de crescimento de 3,1% para a economia dos Estados Unidos neste ano e de 3% no próximo.

Para a zona do euro, a OCDE elevou a projeção de crescimento para 1,4% neste ano e 2% em 2016, em ambos os casos 0,3 ponto porcentual a mais do que a estimativa feita em novembro, graças à aceleração da atividade na Alemanha.

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Considerando as economias que representam cerca de 70% da economia global (Estados Unidos, zona do euro, Japão, Grã-Bretanha, Canadá, China, Índia, Brasil), a OCDE disse que espera agora crescimento do PIB de 4% em 2015, alta de 0,1 ponto percentual em relação a novembro.

(Com Estadão Conteúdo e agência Reuters)

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