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OCDE estima aceleração do PIB para o Brasil nos próximos meses

Brasil e Reino Unido são exceções, uma vez que para os outros membros da OCDE a previsão é de estabilidade ou queda da atividade

O crescimento econômico deverá se estabilizar nos próximos meses em muitos países de fora da zona do euro, mas permacerá em alta no Brasil e Reino Unido segundo dados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O indicador antecedente de atividade econômica, divulgado pelo órgão nesta segunda-feira, apontou para uma alta – ainda que tímida da pontuação do Brasil, que passou de 99,4 para 99,5 pontos entre agosto e setembro, enquanto a do Reino Unido subiu de 100,1 para 100,2 pontos. Para os EUA, a OCDE viu leve aumento de pontual – de 100,8 em agosto para 100,9 pontos no nono mês – mas analisou-o como estabilidade.

Canadá e China também deverão ter expansão estável, de acordo com a OCDE: a leitura da China ficou estável em 99,4 pelo quarto mês consecutivo, enquanto o índice do Canadá permaneceu em 99,7. Os indicadores de Alemanha e França – coração da economia da zona do euro – caíram novamente, de 99,0 para 98,7 e de 99,6 para 99,5, respectivamente. A eurozona, cujo indicador seguiu em 99,4, parece estar crescendo apenas lentamente, segundo a OCDE.

Em geral, o indicador antecedente de atividade econômica dos 34 países membros da OCDE permaneceu inalterado em 100,2 em setembro, pelo terceiro mês seguido, em um sinal de “estabilização do crescimento”. O dado tem como objetivo fornecer sinais antecipados sobre futuros pontos de viragem na atividade econômica e é baseado em uma série de informações econômicas historicamente confiáveis. Uma leitura de 100 reflete a média de longo prazo para cada país.

(com Estadão Conteúdo)