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OCDE admite risco de agravamento da crise nos países ricos

Por Jacques Demarthon 8 set 2011, 09h38

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) revisou em forte baixa as previsões de crescimento dos países ricos em 2011 e admitiu o risco de que alguns voltem a entrar em recessão, assim como a possibilidade de agravamento da crise na Eurozona, em um relatório divulgado nesta quinta-feira.

As previsões da OCDE sobre o G7 (Estados Unidos, Japão, Canadá, Alemanha, França, Grã-Bretanha e Itália) destacam que dois destes países – Alemanha e Itália – registrarão pelo menos um trimestre de contração do Produto Interno Bruto (PIB).

Com exceção do Japão, em plena reconstrução após as catástrofes naturais e o acidente nuclear de março, as economias do G7 terão um crescimento médio abaixo de 1% no segundo semestre de 2011 na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo a OCDE.

O PIB dos Estados Unidos terá um aumento, em ritmo anual, de 1,1% no terceiro trimestre e de 0,4% no cuarto, indica a OCDE, que reduziu suas previsões de maio, quando projetava altas de 2,9% e 3% respectivamente nos dois últimos trimestres de 2011.

Na Alemanha, maior economia da Eurozona, o crescimento será de 2,6% no terceiro trimestre, mas o período outubro-dezembro terá contração de 1,4%.

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O crescimento da França será de 0,9% e de 0,4% nos dois períodos, muito abaixo das previsões de 1,8% e 1,9% que a OCDE divulgou em maio.

“O risco de um período de crescimento negativo em breve ganhou força”, declarou o economista chefe da OCDE, Pier Carlo Padoan, que não descarta a possibilidade de recessão em algumas das grandes economias do planeta.

“Duvidamos, no entanto, que aconteça uma repetição da crise de 2008-2009”, completou, antes de pedir uma ação dos poderes públicos.

A OCDE deseja, em especial, que os bancos centrais do G7 que ainda têm margem de manobra reduzam as taxas de juros, para estimular o investimento e o consumo.

Também pede à Eurozona um reforço da capitalização de seus bancos e a aplicação rápida do resgate da Grécia, para frear o contágio da crise da dívida.

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