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Obama pede nova ampliação do teto da dívida americana

Washington, 12 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu nesta quinta-feira ao Congresso americano uma nova ampliação do teto da dívida nacional, dessa vez de US$ 1,2 trilhão, em carta enviada aos líderes das duas casas legislativas.

‘Certifico que a dívida submetida a limite se encontra a menos de US$ 100 bilhões do teto estabelecido (…) e que é necessário um maior endividamento para enfrentar os compromissos adquiridos’, reconhece Obama em sua carta.

Esta é a terceira e última ampliação que o presidente americano pode fazer sob o acordo obtido no meio do ano passado para elevar a dívida nacional, que atualmente está em US$ 15,2 trilhões.

Inicialmente, o presidente dos EUA tinha previsto solicitar a ampliação em dezembro passado, mas preferiu adiar o pedido devido ao recesso de Natal do Congresso.

O Departamento do Tesouro americano informou no final de dezembro que a dívida dos EUA se encontrava então a menos de US$ 100 bilhões de seu limite. Uma vez apresentada a solicitação, os congressistas terão 15 dias para responder.

Se houver objeções por parte do Legislativo, Obama as vetaria para evitar que se repita um episódio como o do ano passado, quando as disputas entre parlamentares democratas e republicanos sobre o teto da dívida ameaçaram levar o país à moratória em agosto.

É de se esperar, no entanto, que os opositores do Partido Republicano queiram aproveitar a possibilidade de dificultar a política de gastos da Casa Branca em pleno ano eleitoral, quando Obama buscará a reeleição, no pleito de novembro.

As disputas do ano passado sobre o teto da dívida levaram a agência de classificação de risco Standard & Poor’s rebaixar pela primeira vez na história a nota de crédito dos EUA, do máximo AAA para AA+.

Os desacordos culminaram numa lei que aumentou o teto da dívida – que até então era de US$ 14,29 trilhões – em US$ 2,1 trilhões em três fases, em troca de medidas para reduzir US$ 2 trilhões do amplo déficit dos EUA nos próximos dez anos. EFE