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Obama desafia republicanos: ‘Parem com essa farsa’

No fim do terceiro dia de paralisação, presidente pede a republicanos o voto direto no projeto sobre financiamento público, sem vinculá-lo ao Obamacare

Por Da Redação - 3 out 2013, 20h14

Ao entrar no terceiro dia nesta quinta-feira, a paralisação do governo dos Estados Unidos preocupa e o presidente Barack Obama se mostra cada vez menos paciente com a Câmara dos Representantes, de maioria republicana, que se nega a aprovar o projeto de financiamento emergencial do estado. Nesta quinta-feira, Obama desafiou os republicanos e pediu que parassem “com a farsa”, ao não permitirem um voto direto no projeto sobre o financiamento público. As duas partes permanecem firmes em suas posições, provocando impasse. Democratas querem aprovar a liberação do financiamento emergencial imediatamente, enquanto republicanos só concordam em apoiar o projeto se a Casa Branca modificar algumas cláusulas do Obamacare, nome dado à reforma na saúde desenhada pelo governo.

Diante da impossibilidade em resolver o impasse, o mercado teme que a disputa se torne mais complexa, já que no fim de outubro o Congresso terá de decidir sobre o aumento do teto da dívida do país, que é de 16,7 trilhões de dólares. Sem a aprovação do aumento, o governo pode parar e, pior, dar o calote em suas obrigações com o pagamento dos juros da dívida.

Obama disse nesta quinta haver número suficiente de republicanos dispostos a aprovar imediatamente a legislação sobre gastos. Contudo, ele culpa o líder dos republicanos na Câmara, John Boehner, por não permitir a votação da lei de financiamento sem vinculá-la a condições de cunho partidário, como as mudanças no Obamacare. Obama afirmou que Boehner se recusa desvincular a votação porque “ele não quer irritar os extremistas de seu partido”.

“Minha mensagem simples hoje é: ‘marque a votação'”, disse Obama em um discurso em uma construtora no estado de Maryland. “Coloque em votação. Parem com essa farsa e encerrem esta paralisação imediatamente”. Ele alertou que, por mais dolorosa que seja a paralisação do governo, um calote causado pelo fracasso em elevar o limite do endividamento seria muito pior para a economia como um todo.

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O porta-voz de Boehner afirmou que o presidente da Câmara sempre “disse que os Estados Unidos não vão deixar de honrar os seus débitos”. O porta-voz também declarou que “ele também disse que não há na Câmara votos para aprovar uma lei ‘completa’ sobre o limite de endividamento. É por isso que precisamos de uma lei com cortes e reformas”, declarou o porta-voz.

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Embora alguns republicanos moderados tenham começado a questionar a estratégia de seu partido, até o momento, Boehner tem mantido a bancada amplamente unida em torno de um plano que propõe uma série de pequenas leis para a reabertura de partes seletivas do governo mais afetadas pela paralisação. Os democratas rejeitaram essa abordagem fragmentada.

O Tea Party Express, um dos grupos que combatem aumento de impostos dentro do grupo conservador Tea Party – a ala mais radical do Partido Republicano – enviou na quarta-feira um email a seus partidários dizendo que pelo menos doze republicanos indicaram estar dispostos a ceder e se unirem aos democratas na votação de uma lei de custeio do governo sem a imposição de condições. Eles pediram que os eleitores pressionassem os “republicanos fracos” a evitar a aprovação do plano de saúde de Obama e a concessão de recursos para o governo federal.

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(com agência Reuters)

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