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Obama: crise na Europa pode ter impacto real na economia

Em entrevista coletiva nesta quinta-feira, o presidente voltou a defender seu plano de estímulo ao emprego que será votado na próxima semana, além de apoiar a taxação de fortunas americanas

Por Marina Pinhoni - 6 out 2011, 14h52

O presidente dos Estados Unidos Barack Obama afirmou nesta quinta-feira que as tensões na Europa podem ter um impacto direto na economia do país, o que tornaria ainda mais importante a aprovação no Congresso de seu plano de estímulo ao emprego no valor de 447 bilhões de dólares. Obama disse que “não há dúvidas” de que a economia americana esteja mais fraca que no início de 2011. “Nossa economia realmente precisa de um impulso agora. Os problemas que a Europa está tendo hoje podem ter um efeito real sobre nossa economia”, afirmou durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca.

Seu projeto de lei trabalhista está previsto para votação no senado na próxima semana. “Esta legislação do trabalho ajudará a nos proteger contra outra queda se a situação na Europa piorar”, disse o presidente, que também desafiou os senadores Republicanos a explicarem por que seriam contra “o senso comum” de que a medida melhoraria a situação econômica em um momento tão urgente. De acordo com especialistas, a economia ainda não está recuperada e a taxa de desemprego nos Estados Unidos se mantém nos 9,1%.

Obama disse ainda, estar “confortável” com a proposta dos senadores Democratas de cobrir os gastos da legislação com o aumento de impostos para as pessoas que ganham mais de 1 milhão de dólares por ano, a chamada “taxa Buffett”. Republicanos são contra a criação da nova taxa.

Obama apresentou o plano de medidas no Congresso em setembro, desde então tem viajado por todo o país para impulsioná-lo. Ele considera importante que o pacote seja votado como um todo, mas admitiu um sentimento de ceticismo sobre sua capacidade de conquistar os Republicanos. Mesmo assim, garantiu que o governo continuaria a pressionar por votos “peça por peça” do projeto de lei.

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Wall Street- Obama opinou ainda sobre os protestos contra o sistema financeiro, que tem acontecido em todo país sob a liderança do movimento “Occupy Wall Street”. “Acho que as pessoas estão frustradas, e os manifestantes estão dando voz a uma frustração de base mais ampla sobre como funciona o nosso sistema financeiro”, disse.

(Com Agence France-Presse)

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