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Obama: crescimento é ‘bem-vindo’, mas precisamos de mais esforços

Obama lembrou que quando assumiu no início de 2009, "nossa economia encolhia cerca de 6% por trimestre"

Economia americana no segundo trimestre cresceu 2,4% ao ano, o que fica abaixo dos 3,7% registrados no primeiro semestre e um pouco abaixo da expectativa do mercado, que apostava em, pelo menos, 2,5%

O presidente Barack Obama afirmou nesta sexta-feira que quatro trimestres consecutivos de crescimento eram “um sinal bem-vindo” da retomada econômica nos Estados Unidos, mas preveniu que precisamos “contribuir para aumentar essa taxa” para reabsorver o desemprego.

Falando para operários de uma fábrica da Chrysler em Detroit (Michigan, norte) após a publicação nesta sexta de cifras decepcionantes do crescimento trimestral, Obama lembrou que quando assumiu no início de 2009, “nossa economia encolhia cerca de 6% por trimestre”.

“Nesta manhã, soubemos que nossa economia cresceu 2,4% no segundo trimestre deste ano e isso é um sinal bem-vindo em relação à nossa situação precedente”, disse ele.

“Mas precisamos continuar a fazer aumentar essa taxa de crescimento e criar empregos, para que possamos ir avante”, acrescentou.

Números – Dados divulgados nesta sexta-feira mostram uma desaceleração da economia americana no segundo trimestre, com crescimento de 2,4% ao ano, com o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de abril a junho inferior aos 3,7% registrados no primeiro semestre e um pouco abaixo da expectativa do mercado, que apostava em, pelo menos, 2,5%.

Segundo o Departamento de Comércio dos Estados Unidos, trata-se ainda de estimativa inicial, podendo ser alterada para mais ou para menos.

No entender do economista-chefe da consultoria IHS Global Insight, Nigel Gault, “os consumidores apertaram mais o cinto com mais força do que o previsto.

As importações cresceram com vigor no segundo trimestre, mas as exportações avançaram apenas 10,3%.

A divulgação desses dados contribuiu para aumentar a preocupação relacionada ao ritmo da recuperação da economia americana, que enfrenta uma taxa de desemprego de 9,5%.

No entanto, há alguns dados positivos, como o percentual de avanço de 17% nos investimentos fixos não residenciais (prédios comerciais e compra de equipamentos), acima dos 7,8% registrados no trimestre anterior.

(Agência Estado)