Clique e Assine a partir de R$ 7,90/mês

Obama corre para evitar abismo fiscal até o final do ano

Após fiasco de plano republicano, presidente promete trabalhar com o partido

Por Da Redação 21 dez 2012, 07h20

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tem esperanças de seja fechado um acordo bipartidário para evitar o chamado abismo fiscal e vai trabalhar para isso com o Congresso, destacou a Casa Branca, em um comunicado logo após a votação do chamado “Plano B” dos republicanos ser adiada para depois do Natal por falta de apoio do próprio partido.

Obama diz que a prioridade dos democratas é evitar que os impostos subam para 98% dos americanos a partir de janeiro de 2013. No comunicado, o presidente afirma que vai trabalhar com o Congresso para conseguir um acordo e que um consenso sobre o Orçamento americano precisa ser alcançado rapidamente. A nota foi lida pelo porta-voz da Casa Branca, Jay Carney. O chamado “Plano B” dos republicanos prevê que o imposto de renda só vai subir em 2013 para os americanos que ganham mais de 1 milhão por ano de dólares. Obama defende impostos maiores para quem tem renda a partir de 400.000 dólares por ano.

A votação do “Plano B” seria feita na noite desta quinta-feira, mas foi cancelada e adiada para depois do Natal por falta de apoio dos próprios congressistas republicanos. Em um breve comunicado, o presidente da Casa, o republicano John Boehner, indicou que o projeto não teve o respaldo necessário entre os membros do próprio partido para ser aprovado.

Impasse – Há, agora, um mistério em torno do próximo passo nas negociações sobre o chamado abismo fiscal – um drástico aumento de impostos e corte de gastos com o objetivo de reduzir o déficit público. Caso o acordo não seja alcançado até o final do ano, as medidas entram automaticamente em vigor no início de janeiro e podem arrastar os EUA à recessão.

Embora fosse quase certo que o plano republicano não passaria no Senado, devido à maioria democrata, Boehner esperava que sua aprovação na Câmara – onde a maioria é republicana – funcionasse como uma forma de jogar mais pressão para cima de Obama, obrigando o presidente a ceder às exigências do partido nas negociações. Entretanto, diante da falta de apoio dos próprios republicanos, a estratégia falhou.

Nos últimos dias, com a aproximação do prazo final de 31 de dezembro, Boehner e Obama acenaram um entendimento e houve concessões de ambos os lados. A Casa Branca, por exemplo, que defendia inicialmente o aumento de impostos para as famílias com renda anual acima de 250.000 dólares, já subiu esse piso para 400.000 dólares.

O progresso nas negociações, no entanto, parecia ter estagnado na última quarta, quando Obama acusou os republicanos de atrasarem as conversas motivados por um rancor pessoal contra ele. Como resposta, Boehner afirmou que a oposição do presidente ao plano republicano era “irracional”.

(Com agência Reuters, EFE e Estadão Conteúdo)

Continua após a publicidade

Publicidade