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Obama aceita negociar com republicanos o aumento do teto da dívida

Presidente está disposto a articular um plano de curto prazo para evitar o caos econômico enquanto as discussões sobre planos de longo prazo se desenrolam

Por Da Redação 8 out 2013, 19h54

O presidente Barack Obama afirmou nesta terça-feira, em coletiva à imprensa, que aceitará negociar com os republicanos um projeto para um aumento de curto prazo no teto da dívida do país, de 16,7 trilhões de dólares, limite que deve ser alcançado em 17 de setembro. Segundo Obama, o governo está disposto a negociar a ampliação imediata da dívida para, depois, discutir o plano de longo prazo sobre o aumento do teto. Até o momento, o presidente aceitava apenas que os parlamentares votassem um plano de longo prazo. “Eu disse a John Boehner que as negociações não devem ser acompanhadas de ameaças de paralisação, caos econômico e default”, disse Obama a jornalistas.

O líder dos republicanos na Câmara dos Representantes, John Boehner, havia afirmado na manhã desta terça que seu partido estaria disposto a abrir negociações com os democratas. Contudo, após conversar com Obama, Boehner negou qualquer possibilidade de negociar nos termos propostos por ele. “O que o presidente disse hoje é que se houver uma submissão incondicional dos republicanos, ele falará conosco. Mas esta não é a maneira como nosso governo funciona”, afirmou Boehner.

O presidente americano, que constantemente tem cedido aos impasses criados pelo Tea Party, a ala mais conservadora dos republicanos, mostrou certa firmeza ao afirmar que quer a aprovação dos projetos sobre o orçamento do estado sem que haja condições atreladas. Para votar o projeto que coloca fim à paralisação, por exemplo, os republicanos querem impor, como contrapartida, o adiamento do Obamacare, o plano de reforma da saúde do governo. Segundo Obama, os democratas já negociaram questões orçamentárias com os republicanos mais de 20 vezes. “A decisão de permitir um default, segundo muitos CEOs e economistas, seria insana, catastrófica, caótica – e essas são palavras educadas”, disse.

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O presidente lembrou que não há opção boa no caso de um default e que deixar de pagar qualquer obrigação afetaria a credibilidade do país. “Minha mensagem para o mundo é de que os EUA sempre pagaram suas contas e vão continuar assim”, afirmou, acrescentando que o Tesouro está explorando todos os planos de contingência.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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