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OAS vai reduzir despesas e pode vender ativos para pagar dívidas

Empreiteira é uma das investigadas na Operação Lava Jato e teve sua nota de risco rebaixada na sexta-feira pela agência americana Fitch

Por Da Redação 3 jan 2015, 15h25

Um dia após falhar com o compromisso de pagar juros de títulos de dívida, a empreiteira OAS informou neste sábado que vai adotar um plano expressivo de redução de despesas e pode vender ativos para reequilibrar sua posição financeira. “Em função das dificuldades de acesso a mercado de crédito, está em discussões com alguns de seus principais credores de forma a possibilitar uma reestruturação financeira organizada”, informou a companhia em nota.

Na sexta-feira, a agência de classificação de risco Fitch cortou a nota de crédito da OAS e suas subsidiárias para “C”, de “B+”, após a empresa deixar de pagar juros de uma emissão de dívida de 400 milhões de dólares com vencimento em 2021. O valor a ser pago era de 16 milhões de dólares. Os ratings da OAS estavam em observação negativa desde 19 de novembro, refletindo temores da Fitch com o impacto da operação Lava Jato da Polícia Federal que investiga denúncia de corrupção envolvendo a Petrobras e várias empreiteiras do país.

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A OAS Investimentos detém fatia de cerca de 24% na Invepar, companhia que integra o consórcio que administra a concessão do aeroporto de Guarulhos. O grupo ainda participa das concessões da Linha Amarela e do Metrô, ambas no Rio de Janeiro. Segundo a Fitch, a OAS informou ter recursos de 1 bilhão de reais no fim de dezembro. No final de setembro, a OAS tinha dívida de 7,7 bilhões de reais e 1,4 bilhão de reais em recursos e títulos negociáveis.

“A companhia pretende apresentar um plano de reestruturação financeira a todos seus credores e também informou que adotou um plano de redução de despesas expressivo e estuda a venda de determinados ativos para reforçar sua liquidez”, afirmou a OAS neste sábado. Para auxiliar no processo, a empresa contratou como assessores financeiros a G5 e a Evercore, e como assessores legais os escritórios Mattos Filho e White & Case LLP.

(Com agência Reuters)

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