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O “mercado urso” das big techs com o aceno do Fed por juros mais altos

As empresas de tecnologia enfrentam um momento de queda livre em seus papéis e registram o pior mês desde a crise financeira de 2008

Por Luana Meneghetti Atualizado em 2 Maio 2022, 17h05 - Publicado em 2 Maio 2022, 16h36

As gigantes da tecnologia – Apple, Microsoft, Google, Amazon e Facebook – já foram responsáveis por sustentar os ganhos das principais bolsas de Nova York. As big techs alavancaram Wall Street, que chegou a atingir recordes quando o mundo e diversos negócios eram duramente afetados no auge da pandemia. Mas essas empresas, agora, enfrentam um momento de queda livre em seus papéis, o que tem colocado o centro financeiro dos Estados Unidos em alerta, principalmente pelo enorme peso delas na composição dos principais índices do mercado. Depois do “bull market” causado pela big techs, elas agora puxam um “bear market”, expressões que designam mercados de alta ou estagnado, respectivamente.

Os resultados dos balanços acenderam o alerta dos investidores. A Amazon caiu 14% na sexta-feira em sua maior perda desde 2006, depois de relatar um prejuízo trimestral surpreendente e emitir orientações fracas para o futuro. A Apple caiu 3,7% depois de alertar que as restrições da cadeia de suprimentos podem afetar as receitas no trimestre atual em até 8 bilhões de dólares, segundo relatório da Seeking Alpha.

Esse já é considerado o pior trimestre para as big techs com as sinalizações do banco central norte-americano, Fed, de elevações mais agressivas nas taxas de juros, o que tem gerado enorme volatilidade nos preços dessas ações. Em abril, o índice Nasdaq 100 caiu 13,3%, acumulando perda de 1,8 trilhão de dólares, registrando o desempenho mensal desde a crise financeira em outubro de 2008. O S&P 500 caiu 8,8% para sua maior queda mensal desde o início da pandemia em março de 2020, e o Dow Jones caiu 3,9%. Esse movimento de declínio, inclusive, já vem sendo observado desde o final do ano após o Fed acenar uma postura mais hawkish (ao estilo gavião, voltada a um aperto nas taxas) com a elevação dos juros e a retirada dos estímulos em uma tentativa de controlar a inflação no país.

A decisão do Fed nesta quarta-feira, 4, deve gerar ainda mais instabilidade para as techs. O banco já deu sinalizações de aumento de 0,50 ponto percentual nos juros básico, um aumento mais agressivo em comparação ao primeiro aumento do Fed em março, de 0,25 ponto. “Espera-se que o Fed puxe o gatilho em sua primeira alta de meio ponto percentual desde 2000, e pode começar a reverter suas compras de ativos em larga escala usadas para ajudar a estabilizar os mercados durante a crise da covid-19”, dizem os analista da Seeking Alpha.

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