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O quebra-cabeças da CPI para chegar ao filho de Lula

Por Da Redação - 4 nov 2015, 17h08

Às vésperas de a CPI do Carf colocar em votação um conjunto de requerimentos que inclui a quebra dos sigilos bancário e fiscal da LFT Marketing Esportivo, do empresário Luís Cláudio Lula da Silva, e a própria convocação do filho do ex-presidente petista, senadores oposicionistas que integram a comissão tentam a qualquer custo garantir a aprovação do depoimento de Luís Cláudio para que ele explique por que recebeu 2,4 milhões de reais da Marcondes & Mautoni Empreendimentos, consultoria suspeita de pagar pela edição de uma medida provisória que prorrogava benefícios fiscais de montadoras de veículos. Em troca da presença de Luís Cláudio, abrem mão de ter acesso aos dados fiscais da empresa do filho de Lula e prometem blindar caciques do governo petista, como o ex-ministro Gilberto Carvalho e a lobista Erenice Guerra, ex-braço direito de Dilma Rousseff. As negociações do acordo dificilmente darão certo, já que os governistas são maioria na CPI da Carf. A última cartada para tentar convocar o filho de Lula passa a ser então a ausência estratégica de senadores governistas na reunião desta quinta, desidratando votos certos contra a convocação – Simone Tebet (PMDB-MS) e Otto Alencar (PSD-BA) deverão faltar à CPI. (Laryssa Borges, de Brasília)

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