O que os eleitores de Augusto Cury pensam de Lula e de Flávio Bolsonaro na área econômica
Com 11% das intenções de voto, Augusto Cury (Avante) torna-se o fiel da balança em um eventual segundo turno entre os líderes da corrida presidencial
A grande novidade da última pesquisa BTG Pactual/Nexus, divulgada nesta segunda-feira 31, é a disparada de Augusto Cury, candidato à Presidência da República pelo Avante. Em apenas uma semana, o escritor, palestrante e empresário saltou de 2% para 11% das intenções de voto no primeiro turno, isolando-se na terceira colocação. Embora, até onde os analistas conseguem enxergar, a disputa pelo Palácio do Planalto ainda tende a se concentrar entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a força dos eleitores de Cury pode ser decisiva no segundo turno.
Por isso, a pesquisa avaliou também o que os apoiadores de Augusto Cury pensam de Lula e de Flávio, e o resultado é mais favorável ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro do que ao petista. Em cinco dos seis tópicos apresentados aos entrevistados, os eleitores de Cury afirmaram que o mais preparado entre Lula e Flávio é o filho Zero-Um.
Trata-se de uma má notícia para Lula naquela que será a campanha mais difícil de sua carreira. Mesmo em áreas que os governos petistas costumam transformar em vitrines, como as de políticas sociais, os eleitores de Cury tendem a preferir Flávio Bolsonaro. É o caso da redução da desigualdade social e da pobreza, em que Lula e Flávio aparecem tecnicamente empatados, e da saúde, em que o senador tem uma clara preferência do eleitorado de Cury.
A ascensão do escritor na pesquisa mostra o impacto de sua participação no primeiro debate entre os candidatos à presidência, no qual compareceram também Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Renan Santos (Missão-SP). Lula e Flávio, que lideram as intenções de voto, faltaram.







