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O que explica a desaceleração do crescimento da China no 3º trimestre

O PIB do país cresceu 4,9% no período, abaixo da expectativa dos economistas; fatores como a crise de energia desencadearam uma menor produção industrial

Por Luisa Purchio Atualizado em 18 out 2021, 14h02 - Publicado em 18 out 2021, 14h00

Dados anualizados divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas da China na noite de domingo, 17, no horário de Brasília, apontaram que no terceiro trimestre de 2021 o país cresceu 4,9%. Os números vieram abaixo da expectativa dos economistas da Bloomberg, que esperavam um crescimento do PIB de 5,2% no período. No trimestre anterior, o país havia crescido 7,9%. A produção industrial em setembro divulgada neste domingo, também no dado anualizado, foi impactada e cresceu 3,1%, bastante abaixo da expectativa de 4,5% dos economistas.

Uma queda do PIB chinês em relação aos três meses anteriores já era esperada pelos analistas, uma vez que diversos fatores já vinham provocando uma atividade econômica mais fraca no país e impactando negativamente os mercados no mundo. O principal deles é a crise energética, decorrente de uma política chinesa de menor emissão de gases de efeito estufa.

O objetivo do governo chinês é aumentar o uso de combustíveis não fósseis para 20% do consumo de energia, que hoje correspondem a aproximadamente 15%. Atualmente a maior parte da energia elétrica do país é gerada por meio da queima de carvão. Apesar de diversas minas de carvão terem fechado nos últimos meses – o que levou o estoque a maior baixa em dez anos -, as medidas não foram suficientes para atender às autoridades, que partiram para medidas mais drásticas.

Na segunda quinzena de setembro, diversas empresas cortaram o fornecimento de energia para atender às exigências de energia limpa do governo. Com isso, a atividade industrial foi impactada e atingiu diretamente o crescimento do país. Paralelamente a estas medidas de redução do uso de combustível fóssil, fatores climáticos prejudicaram a geração de energia limpa, como a forte seca que atingiu o centro hidrelétrico da província de Yunann e a desaceleração da produção de energia eólica.

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