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O recado do ministro de Minas e Energia sobre o preço dos combustíveis

"Não é possível interferir no preço dos combustíveis. Não está no controle do governo", disse Adolfo Sachsida durante audiência pública na Câmara

Por Larissa Quintino Atualizado em 21 jun 2022, 15h03 - Publicado em 21 jun 2022, 11h50

O ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, afirmou nesta terça-feira, 21, a deputados, que não é possível interferir na política de preço dos combustíveis da Petrobras. A declaração vem um dia depois do pedido de demissão de José Mauro Coelho da presidência da companhia, após ser duramente pressionado pelo governo justamente por ter autorizado um novo reajuste na gasolina (5%) e no diesel (14%).

“Não é possível interferir no preço dos combustíveis. Não está no controle do governo e, honestamente, preço é uma decisão da empresa, e não do governo”, afirmou, e lembrou dos marcos legais que impedem a intervenção do governo na administração da empresa.

Sachsida, que foi secretário do Ministério da Economia até maio, foi alçado à cadeira de Minas e Energia justamente após reajuste nos preços da Petrobras. No início de maio, a petroleira autorizou um aumento de 9% nos valores do diesel e, no dia seguinte, Bolsonaro trocou Bento Albuquerque, então ministro, por Sachsida, bolsonarista de primeira hora e homem de confiança de Guedes. O atual ministro de Minas e Energia e ex-secretário da Economia entrou antes mesmo de Guedes na campanha presidencial de Bolsonaro.

Na semana seguinte, foi Sachsida quem assinou a demissão de José Mauro Coelho — que estava havia apenas 40 dias no cargo — e a indicação de Caio Mario Paes de Andrade, seu colega de Ministério da Economia, para a presidência da estatal. Coelho estava à frente da Petrobras enquanto a petroleira seguia o rito para a avaliação do nome de Andrade e a convocação da assembleia geral para oficializar a sua indicação.

“Eu entendo que muitos dos senhores são cobrados pela população, porque é difícil para a população entender por que o governo não interfere no preço dos combustíveis. E aqui eu preciso ser claro: não é possível interferir no preço dos combustíveis”, disse o ministro, durante audiência pública. 

A fala do ministro vai no sentido oposto do que pensa seu chefe, Jair Bolsonaro. Na noite de segunda-feira, a apoiadores, o presidente definiu os preços da Petrobras como “abuso” e voltou a subir o tom de cobrança por uma CPI para investigar a estatal. Vale lembrar que a alta do preço dos combustíveis e o seu impacto na inflação são algumas das principais preocupações na disputa do pré-candidato Bolsonaro pela reeleição.

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