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O problema de fundo que faz a Petrobras ser alvo dos políticos

Modelo de negócios está no centro da briga entre acionistas minoritários e governo, apontou Adriano Pires no Amarelas On Air

Por Ricardo Ferraz Atualizado em 29 jun 2022, 13h15 - Publicado em 29 jun 2022, 13h04

A Petrobras é uma empresa de economia mista, ou seja, a maioria das ações pertence ao governo, enquanto a porção minoritária fica com sócios privados, por meio de ações negociadas em bolsa. O modelo foi desenhado em 1997, na época do governo Fernando Henrique Cardoso, que pretendia trazer mais competitividade para o setor de óleo e gás, acabando com o monopólio estatal na exploração do petróleo brasileiro.

Desde então, um conflito permanente passou a fazer parte da administração da empresa. De um lado, os sócios minoritários que pressionam por maiores margens de lucro e esperam que as ações da companhia se valorizem na bolsa, de outro, o governo que frequentemente quer interferir na política de preços dos combustíveis para segurar a inflação.

Durante entrevista para o Amarelas On Air, o economista Adriano Pires, um dos maiores especialistas em óleo e gás do país, que chegou a ser convidado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) para assumir a Petrobras, apontou o modelo como um dos principais problemas na gestão da companhia. “O modelo só funciona quando o céu está de brigadeiro. Uma hora ela é tratada como se fosse empresa privada, outra hora como empresa estatal. Isso é muito ruim para todo mundo”, afirmou.

Veja a fala do economista:

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