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O impacto do negacionismo de Queiroga em decisões referentes à economia

A 'imunização de rebanho' como retórica do governo de Jair Bolsonaro

Por Victor Irajá Atualizado em 7 jan 2022, 17h08 - Publicado em 7 jan 2022, 11h44

Cada dia mais político e menos médico, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, vem se esforçando, e muito, para fazer tudo errado. Nos bastidores do Ministério da Saúde, comenta-se que a leitura de Queiroga é de que a pandemia está totalmente sob controle no país. “Se a ômicron se espalha rápido, ela não mata”, diz ele aos assessores. O Brasil, vale lembrar, vive um apagão de dados em relação à Covid-19 e há a indicação de um novo aumento de casos provocado pela variante.

A última do ministro cada dia mais passivo às crendices do presidente Jair Bolsonaro: ele indicou, nesta sexta-feira, 7, que o ministério estuda limitar o afastamento do trabalho de profissionais de saúde infectados pela Covid-19 para cinco dias, ante as atuais duas semanas. Na prática, os funcionários trabalhariam infectados.

Dados não parecem, de fato, pautar o ministro, que orienta outras pastas no sentido de políticas para mitigar (ou não) a disseminação da doença. O Ministério da Economia, por exemplo, leva em consideração as projeções da Saúde para realizar os estudos de cenário para a economia brasileira, enquanto Gilson Machado, ministro do Turismo, repetiu ao Radar Econômico o discurso que minimiza o aumento do número de casos.

Não bastasse a irresponsável navegação no escuro em relação aos números da pandemia, Queiroga atrasou o quanto pôde a vacinação de crianças entre cinco e 11 anos e afirmou a jornalistas não ter nada a ver com o vazamento de dados de funcionários de sua pasta favoráveis à vacina. Para ele, a saúde da população e os dados de funcionários de sua pasta não seriam atribuições do ministro da Saúde.

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