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O futuro sinuoso visto pelo JPMorgan para o mercado acionário brasileiro

Banco americano estima muita volatilidade e cortou projeção para o Ibovespa de 190 mil pontos para 185 mil pontos ao fim de 2026

Bruno AndradePor Bruno Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 ago 2026, 12h21 | Atualizado em 11 ago 2026, 15h55
O futuro sinuoso visto pelo JPMorgan para o mercado acionário brasileiro Priorizar nos meus resultados Google

O JPMorgan rebaixou a recomendação para as ações brasileiras de compra para neutra, segundo relatório publicado nesta terça-feira, 11. A mudança ocorre em meio ao fim do ciclo de cortes de juros e à aproximação das eleições, fatores que, na avaliação do banco, devem aumentar a volatilidade do mercado acionário local.

O JPMorgan espera um corte de 0,25 ponto percentual na Selic em setembro, seguido por uma longa pausa até o segundo trimestre de 2027. Ao mesmo tempo, o banco prevê desaceleração do crescimento econômico e deterioração do ciclo de crédito.

“As perspectivas para a política econômica continuam incertas, uma vez que quem vencer as eleições de outubro terá de lidar com taxas de juros reais elevadas, na casa de um dígito alto, e com um déficit fiscal”, afirma o banco americano.

Segundo os analistas, tanto as ações brasileiras quanto o real permanecem negociados dentro de uma faixa desde maio, o que sugere que os preços incorporam pouco prêmio ou desconto relacionado às eleições.

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Do ponto de vista técnico, o banco destaca que o mercado acionário brasileiro costuma apresentar desempenho mais fraco nos seis meses que antecedem as eleições, algo que não ocorreu neste ano. Na avaliação do JPMorgan, esse histórico reforça a possibilidade de aumento da volatilidade durante o período eleitoral.

“Diante desses pontos, preferimos ficar à margem dos ativos no Brasil neste momento”, conclui o banco, que reduziu suas estimativas do Ibovespa de 190 mil para 185 mil pontos, reconhecendo um grau de incerteza maior que o habitual. O JPMorgan se somou ao UBS, que também cortou recomendação de ativos brasileiros de compra para neutro em maio deste anos. 

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