O foguete de Elon Musk que colidiu com a Lua e abriu uma cratera de 18 metros
O impacto não pode ser observado a olho nu e nem por telescópios de grande porte
O segundo estágio do foguete Falcon 9, que pertence à empresa de Elon Musk SpaceX, atingiu a superfície da Lua na madrugada desta quarta-feira, 5, e abriu uma cratera de 18 metros no satélite natural da Terra. As informações são da agência espacial dos Estados Unidos, a NASA.
A colisão aconteceu a uma distância próxima das crateras Einstein e Bell, a uma velocidade estimada de 8. 700 quilômetros por hora. De acordo com a NASA, a trajetória que levou o foguete até a Lua foi resultado da combinação entre a atividade solar e as forças gravitacionais.
A agência informou que a SpaceX, empresa de Elon Musk, realizou o descarte do equipamento de acordo com os procedimentos previstos após o lançamento. No entanto, astrônomos independentes passaram a identificar que uma colisão entre o objeto e a Lua aconteceria. O fato foi confirmado horas depois pelo Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra (CNEOS), do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA.
O impacto não pode ser observado a olho nu nem por telescópios de grande porte. Os dados finais serão publicados depois de uma análise rigorosa do Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), satélite que orbita a Lua desde 2009. A expectativa é que os primeiros registros sejam divulgados na próxima semana.
De acordo com cálculos preliminares da NASA, a colisão deve ter formado uma cratera de aproximadamente 18 metros de diâmetro e 3,5 metros de profundidade, além de lançar poeira e fragmentos de rochas para o espaço.
A agência espacial americana reforça que, embora o tamanho da cratera pareça ser grande, impactos dessa magnitude são relativamente comuns na Lua. Isso porque um meteoroide com energia semelhante atinge a superfície lunar, em média, a cada seis dias.







