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O Brasil que dá exemplos: Ranking de VEJA Negócios mostra as melhores cidades do país

A edição de 2026 traz os municípios que mais se destacam nos quesitos de gestão fiscal, dinamismo econômico, inclusão social e desenvolvimento digital

Por Ernesto Yoshida 31 jul 2026, 05h30 | Atualizado em 31 jul 2026, 15h00
O Brasil que dá exemplos: Ranking de VEJA Negócios mostra as melhores cidades do país Priorizar nos meus resultados Google

Em um país de 5 570 municípios, um ranking nacional oferece uma visão de conjunto importante — mas não o retrato completo. Quando as cidades brasileiras são medidas pela mesma régua, capitais, grandes centros econômicos e municípios já consolidados tendem a ganhar mais visibilidade. Ao aproximar a lente das regiões, outros nomes entram em foco: cidades pequenas e médias passam a aparecer como referências de gestão, desenvolvimento e avanço social. É esse Brasil que ganha nitidez na nova edição do ranking As Melhores Cidades do Brasil, elaborado pela Austin Rating com exclusividade para VEJA NEGÓCIOS. A principal novidade deste ano é a apresentação dos resultados também por regiões — Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul —, além dos recortes por porte e desempenho. Confira abaixo as ganhadoras e todos os rankings.

A metodologia permanece a mesma da edição anterior. O levantamento avalia todos os municípios brasileiros pelo Índice de Inclusão Social e Digital, o IISD, construído a partir de 253 indicadores distribuídos em quatro pilares: fiscal, econômico, social e digital. O estudo combina a fotografia mais recente com a evolução dos indicadores ao longo de uma década, reconhecendo tanto cidades já consolidadas quanto as que avançaram de forma consistente. Ao organizar os municípios por região, o levantamento permite comparar municípios antes menos visíveis com realidades semelhantes. “Colocamos luz sobre cidades pequenas e médias”, diz Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating.

A mudança é relevante num país de contrastes tão marcados. No cotidiano das gestões locais, a referência costuma estar na cidade vizinha, no polo regional ou em municípios com desafios parecidos, não nas grandes metrópoles. O recorte regional não substitui a classificação nacional, mas amplia sua capacidade de revelar bons exemplos. Se a edição anterior destacava os municípios de melhor desempenho no país, a de 2026 mostra quais lideram dentro de cada região, dando visibilidade a cidades que antes ficavam ofuscadas pelos grandes vencedores nacionais.

Bons indicadores só ganham sentido quando se conectam à vida concreta dos moradores. Para Rafael Pereira, coordenador de ciência de dados do Ipea, crescimento econômico e qualidade de vida não são a mesma coisa — a diferença está em saber para quem o crescimento é gerado e como afeta o cotidiano da população. “Um dos principais indicadores, quando pensamos em qualidade de vida nas cidades, é o acesso a oportunidades que aquela cidade provê para seus cidadãos”, afirma. Uma cidade pode ter bons indicadores médios e, ainda assim, manter desigualdades entre bairros, grupos de renda e populações distantes dos polos de emprego. Por isso, além de medir o desempenho geral, é importante perguntar quem se beneficia das políticas públicas e dos investimentos.

As cidades mais bem colocadas no ranking estão longe de resolver todos os seus problemas, mas o levantamento oferece um panorama além da impressão imediata: compara dados públicos, usa a mesma base para todos os municípios e busca identificar trajetórias consistentes de melhoria. Ao aproximar a lente, revela cidades que não são perfeitas, mas caminham a passos firmes para o desenvolvimento.

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A metodologia do ranking

Como a Austin Rating analisou 253 indicadores para classificar os 5 570 municípios brasileiros

O ranking As Melhores Cidades do Brasil 2026 avalia o desenvolvimento socioeconômico dos municípios brasileiros. O estudo utiliza o Índice de Inclusão Social e Digital (IISD), composto por 253 indicadores distribuídos nas áreas fiscal, econômica, social e digital. A metodologia considera tanto a situação atual de cada município quanto sua evolução ao longo do tempo.

Os indicadores dividem-se em 49 determinantes, com pontuação integral, e 204 condicionantes, com peso proporcional. Em cada um deles, o município mais bem colocado recebe 5 570 pontos, e o último, 1 ponto. A ausência de dados resulta em nota zero. O critério vale para as análises do desempenho atual e da evolução histórica.

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Além da classificação geral, o ranking também segmenta os municípios por porte populacional, permitindo comparações entre cidades com características parecidas. As categorias são divididas em grande porte, para municípios com mais de 200 000 habitantes; médio porte, de 50 000 a 200 000 habitantes; e pequeno porte, com até 50 000 habitantes.

O levantamento também considera os quatro pilares do Índice de Inclusão Social e Digital: fiscal, que reúne indicadores de arrecadação, execução orçamentária, investimentos em saúde e educação, austeridade e capacidade de pagamento; econômico, que avalia renda, emprego, estrutura produtiva e comércio exterior; social, que engloba qualidade de vida, educação, saúde, habitação, infraestrutura, atenção à juventude, responsabilidade social e desenvolvimento municipal; e digital, que mede a infraestrutura tecnológica, o acesso à internet, a mobilidade e a conectividade da população.

O levantamento utiliza exclusivamente informações públicas oficiais, provenientes de órgãos como IBGE, Secretaria do Tesouro Nacional, Datasus, Denatran e ministérios federais, o que permite a verificação independente dos resultados.

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Região Sul 

Região Sudeste

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Região Centro-Oeste

Região Nordeste

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Região Norte

 

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