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O balanço da CNI sobre a aproximação entre Brasil e EUA após evento com empresários

Ricardo Alban afirma que encontro consolidou canal de diálogo entre representantes dos dois países em meio às tensões comerciais

Por Marcela Rahal Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 25 Maio 2026, 16h47
O balanço da CNI sobre a aproximação entre Brasil e EUA após evento com empresários Priorize VEJA no Google

O presidente da Confederação Nacional da Indústria, Ricardo Alban, avaliou de forma positiva o saldo do Brasil-U.S. Industry Day, evento promovido pela entidade em Nova York para aproximar empresários, investidores e autoridades brasileiras e americanas em meio às discussões comerciais entre os dois países. Segundo ele, o encontro ajudou a consolidar um espaço permanente de diálogo econômico bilateral.

“Saímos muito satisfeitos. Alcançamos nosso objetivo principal: o de reunir um número expressivo e representativo de lideranças empresariais, investidores e autoridades para discutir temas estratégicos para o futuro da cooperação econômica bilateral”, afirmou Alban em entrevista a VEJA. Segundo o dirigente, o evento reuniu mais de 400 participantes, sendo cerca de 30% dos Estados Unidos.

O presidente da CNI afirmou que a entidade vem atuando desde o início das medidas tarifárias impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros para facilitar a interlocução entre os dois países. Alban relembrou que, no ano passado, a confederação liderou uma missão empresarial a Washington com cerca de 130 empresários brasileiros para defender a abertura de canais oficiais de negociação.

“Este ano coroamos esse esforço com a realização do Brasil-U.S. Industry Day”, disse. Segundo ele, o encontro consolidou “um espaço de alto nível” voltado à formulação de propostas para ampliar a competitividade industrial e fortalecer a diplomacia econômica liderada pelo setor produtivo.

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Alban também destacou a criação do Brasil-U.S. Industry Award, premiação lançada durante o evento para reconhecer empresas e instituições que atuam na integração econômica entre os dois países. “Foi uma iniciativa inédita”, afirmou.

Ao comentar a estratégia da CNI para ampliar a aproximação com empresários americanos, Alban disse que o objetivo vai além do aumento das exportações brasileiras. Segundo ele, a entidade busca ampliar a integração produtiva e estimular parcerias industriais de longo prazo.

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“Nós queremos gerar ganhos mútuos, aproveitando a convergência de objetivos e combinando a base produtiva e os recursos naturais do Brasil com a liderança tecnológica e a capacidade de investimento dos Estados Unidos”, declarou. O dirigente também afirmou que o Brasil pretende ampliar sua participação nas cadeias globais de suprimento e fortalecer setores estratégicos, como o de minerais críticos.

Segundo Alban, o encontro em Nova York abriu caminho para novas iniciativas conjuntas diante das transformações econômicas globais. “Tenho certeza de que o evento abriu o caminho para aprofundarmos essa integração e avançarmos em ações concretas que nos levem a ampliar a resiliência da economia e a competitividade dos dois países”, afirmou.

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O presidente da CNI também comentou a expectativa da indústria em relação às negociações entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Para Alban, o diálogo entre os chefes de Estado é essencial para preservar a relação bilateral em meio às divergências políticas.

“O diálogo entre os chefes de Estado é imprescindível para o avanço da relação bilateral”, disse. Segundo ele, a expectativa da CNI é que os temas estratégicos entre os dois países sejam tratados “de forma técnica e madura” e que as divergências políticas “sejam deixadas de lado”.

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