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O apelo dos consumidores sobre a taxa das blusinhas, segundo senadora

Relatora da medida provisória afirma que pretende conciliar demandas do setor produtivo, do governo e dos consumidores antes da votação no Congresso

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 ago 2026, 22h41
O apelo dos consumidores sobre a taxa das blusinhas, segundo senadora Priorizar nos meus resultados Google

A senadora Leila Barros (PDT-DF), relatora da medida provisória que trata do fim da chamada “taxa das blusinhas”, afirmou que pretende ouvir diferentes setores antes de concluir o texto que será analisado pelo Congresso. Em entrevista a Marcela Rahal no programa VEJA em Foco a parlamentar disse que, além das demandas do setor produtivo e das negociações com o governo, tem recebido nas ruas um apelo da população pela manutenção da isenção nas compras internacionais de até 50 dólares. (este texto é um resumo do vídeo acima)

A comissão mista responsável pela análise da MP foi instalada no Congresso, com o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) na presidência e Leila como relatora. Segundo a programação mencionada no programa, a expectativa era levar o texto ao plenário da Câmara na segunda-feira, 31. A medida provisória perde a validade em 8 de setembro caso não seja aprovada.

O que pode mudar no texto da medida provisória?

Leila afirmou que há 112 emendas apresentadas por parlamentares e que o texto ainda estava em fase de negociação. Segundo ela, houve uma primeira reunião com integrantes da equipe econômica do governo e representantes das duas Casas do Congresso para começar a analisar as sugestões.

Ela também disse que o setor produtivo havia procurado seu gabinete e que as negociações continuariam durante o fim de semana, com o objetivo de chegar a um texto final antes da votação.

Como a relatora pretende conciliar os interesses em disputa?

A senadora afirmou que pretende dialogar com o setor produtivo, com o governo e com os parlamentares antes de concluir a proposta. Questionada sobre possíveis mecanismos de compensação para empresas e o eventual impacto no orçamento, Leila reconheceu que algumas alternativas poderiam gerar custos.

“Foi apresentado inúmeras possibilidades”, disse. Segundo ela, as propostas ainda estavam sendo analisadas e seriam discutidas em novas reuniões com a equipe econômica, as assessorias do Congresso e representantes do setor produtivo.

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O que a população tem pedido sobre a taxa das blusinhas?

Para Leila, a decisão não deve considerar apenas as reivindicações das empresas. A senadora afirmou que também tem procurado ouvir consumidores nas ruas e identificou um apelo pela manutenção da isenção.

“Mas a gente também não pode deixar de ouvir a população”, afirmou. “Eu tenho saído nas ruas […] e tenho escutado também nas ruas esse apelo, principalmente das mulheres.”

Segundo a senadora, as mulheres estão entre as principais consumidoras das compras online. Por isso, ela afirmou estar confiante na possibilidade de avançar no debate conciliando as diferentes demandas.

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O que está em jogo para o setor produtivo?

A discussão ocorre em meio à reação da indústria e do varejo nacional à possibilidade de manutenção da isenção para compras internacionais de até 50 dólares. No programa, foi mencionada a avaliação de entidades do setor de que a medida pode ampliar a vantagem competitiva dos produtos importados vendidos por plataformas estrangeiras.

Leila afirmou que pretende analisar os números apresentados pelo setor produtivo e compará-los com as informações fornecidas pela equipe econômica. Sobre a possibilidade de impacto sobre empregos, mencionada durante a entrevista, ela disse que os dados ainda estavam sendo avaliados.

“Nós não vamos ser irresponsáveis”, afirmou a senadora. Segundo ela, a intenção é buscar equilíbrio durante a análise da medida.

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Por que a votação precisa acontecer rapidamente?

A proximidade do prazo de validade da MP aumenta a pressão sobre o Congresso. Leila afirmou que pretende trabalhar com as lideranças das duas Casas para evitar que a tramitação seja interrompida e permitir que a proposta seja votada na segunda-feira.

A relatora disse que haverá uma “força-tarefa” durante o fim de semana para avançar na análise das emendas e buscar acordos com os parlamentares. O objetivo, segundo ela, é concluir o texto em uma reunião na manhã de segunda-feira e evitar pedidos de vista que possam atrasar a votação.

“Vamos procurar cada parlamentar, cada liderança, pra gente tentar fazer os acordos para que não haja pedido de vista”, afirmou.

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A senadora também disse que o presidente da comissão, Reginaldo Lopes, fará o trabalho de articulação na Câmara, enquanto ela pretende conduzir as negociações no Senado.

Como Leila Barros avalia a própria atuação no Congresso?

Durante a entrevista ao VEJA em Foco, Leila também citou sua experiência em pautas consideradas difíceis no Congresso. Ela mencionou a discussão sobre o mercado de carbono como exemplo de uma negociação que, segundo sua avaliação, avançou por meio do diálogo com o setor do agronegócio.

“Eu acredito que a escolha do meu nome foi justamente porque eu também peguei algumas pautas bem tumultuadas dentro da Casa”, afirmou.

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A senadora disse que pretende adotar a mesma postura na análise da MP da “taxa das blusinhas”, buscando avançar “com muito equilíbrio” diante das diferentes posições apresentadas ao Congresso.

E como a pauta se relaciona com a eleição no Distrito Federal?

Ao final da entrevista, Leila também comentou a disputa pela reeleição ao Senado. Questionada sobre pesquisas mencionadas no programa, afirmou que está confiante e que pretende apresentar aos eleitores o trabalho desenvolvido durante seus oito anos no Senado.

A senadora citou ações relacionadas à defesa das mulheres, à saúde e à atuação junto ao terceiro setor. “É uma eleição que vai ser disputada voto a voto”, afirmou. Leila disse ainda estar confiante no trabalho realizado ao longo de sua trajetória no Congresso.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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