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Número de inadimplentes tem maior queda em 4 anos

De janeiro a setembro, 15,1 milhões de CPFs se tornaram aptos a voltar a comprar a prazo, recorde do ano

Por Da Redação 30 out 2012, 08h03

O número de brasileiros que saíram da lista de inadimplência atingiu níveis recordes neste ano. De janeiro a setembro, 15,1 milhões de CPFs (Cadastros de Pessoa Física) se tornaram aptos a voltar a comprar a prazo, segundo levantamento da Serasa Experian. Houve acréscimo 13,7% na quantidade de inadimplentes que deixaram a lista dos negativados em relação ao mesmo período de 2011.

“Esse foi o maior número registrado em quatro anos”, afirma o economista Luiz Rabi, responsável pelo levantamento. Em igual período de anos anteriores, os números eram menores. Em 2009, 11,4 milhões saíram da lista de inadimplentes; em 2010 foram 11,9 milhões e no ano passado, 13,3 milhões. Rabi destaca que não só o número é recorde em termos absolutos, mas também em taxa de variação.

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O economista ressalta que foram considerados no estudo dois motivos para reabilitar o crédito para esses inadimplentes: quitação e renegociação de dívidas. Ficaram de fora os inadimplentes que saíram dessa lista por causa de ações judiciais e decurso de prazo. É que depois de cinco anos a dívida caduca.

Catalisadores – Segundo o economista, esse número recorde de inadimplentes que voltaram a ser adimplentes reflete vários movimentos combinados que ocorrem hoje na economia brasileira. O primeiro é o elevado nível de calote do consumidor, que se mantém em patamares elevados, isto é, em 7,9% dos créditos a receber, nos últimos meses, segundo dados do Banco Central.

Além disso, com o desemprego em níveis baixos e a renda dos trabalhadores em alta e ainda com ganhos reais, os inadimplentes se sentem mais aptos a renegociar ou quitar as dívidas em atraso. “A inadimplência cresceu por causa do descontrole de gasto, não por causa do desemprego”, ressalta o economista.

Na outra ponta, o elevado comprometimento da renda das famílias com pagamento de dívidas, que está em 22,4%, segundo dados do BC, fez com que houvesse um aumento no número de feirões de renegociação.

(com Estadão Conteúdo)

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