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Novo pedido de empréstimo da Grécia impulsiona bolsas europeias

Na solicitação à zona do euro, governo grego também se comprometeu a implementar reformas tributária e previdenciária no país para receber o auxílio financeiro

Por Da Redação 8 jul 2015, 10h23

As bolsas europeias assumiram uma clara trajetória de alta após a notícia de que a Grécia solicitou um programa de ajuda do Mecanismo de Estabilidade Europeu (MEE), como é conhecido o fundo de resgate da zona do euro, e prometeu começar a implementar reformas no início da próxima semana. O pedido de Atenas foi para um resgate de três anos.

Antes disso, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, prometeu fazer “propostas concretas” nos próximos dias numa tentativa de superar o impasse com os credores. Em discurso no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, na França, Tsipras disse também que as propostas vão conter uma exigência por um “diálogo genuíno” sobre a reestruturação da gigantesca dívida da Grécia, o que, segundo ele, é necessário para dar ao país “uma luz no fim do túnel”.

Às 9h32 (no horário de Brasília), a tendência na Europa era de forte valorização das bolsas: Milão liderava, com ganhos de 2,34%, enquanto Londres subia 1,19%, Frankfurt avançava 1,03%, Paris tinha alta de 1,38% e Madri, de 1,19%. No mercado inglês, o Barclays era destaque de alta (+3,67%), após anunciar a saída de seu executivo-chefe, Antony Jenkins, mas mineradoras como Rio Tinto (-0,46%) sentiam o peso da forte queda vista nos preços do minério de ferro. No câmbio, o euro subia a 1,10 dólares, após tocar a máxima de1,10 dólares, mas a libra se enfraquecia, a 1,53 dólares.

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Nesta terça-feira, líderes da Europa deram à Grécia prazo até domingo para fechar um acordo de ajuda que evite a saída do país da zona do euro. “Não estamos totalmente convencidos de que domingo será de fato o prazo final, mas as relações poderão ficar irrevogavelmente tensas se passarem esse ponto sem um acordo”, avaliou Peter Chatwell, estrategista da Mizuho International, em nota a clientes.

Sem novos recursos financeiros, a Grécia não terá condições de honrar um pagamento de 3,5 bilhões de euros com o Banco Central Europeu (BCE) no próximo dia 20. Na semana passada, Atenas deu calote numa dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Alguns analistas observam que a Grécia nunca esteve tão perto de ser obrigada a sair da zona do euro, mas ressaltam que o risco de contágio para outras partes da região é limitado. Os bancos da Grécia permanecem fechados nesta quarta-feira, assim como a Bolsa de Atenas.

(Com Estadão Conteúdo)

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