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Novas chuvas no RS reacendem alerta para prejuízos bilionários

Temporais já atingem 138 cidades, enquanto baixa cobertura de seguros deixa famílias e empresas mais expostas às perdas

Por Ligia Moraes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 31 jul 2026, 10h29
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As novas chuvas no Rio Grande do Sul voltaram a colocar em evidência o impacto econômico dos eventos climáticos extremos. Entre 2022 e 2024, desastres dessa natureza provocaram perdas de 184 bilhões de reais no Brasil, mas apenas 9% desse valor estava protegido por seguros, segundo estudo da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e da consultoria EY.

No Rio Grande do Sul, 138 municípios já relataram danos causados pelos temporais dos últimos dias. Ao todo, 1.537 pessoas precisaram deixar suas casas, entre 1.035 desabrigados, que dependem de acolhimento público, e 502 desalojados, recebidos por parentes ou amigos. Seis pessoas ficaram feridas.

A chuva deu uma trégua nesta sexta-feira, 31, mas a situação dos rios ainda preocupa. A Defesa Civil estadual mantém até domingo, 2, o alerta para o risco de inundação em cidades próximas aos rios Jacuí, Taquari, Caí, Sinos, Gravataí e Uruguai, além do Delta do Jacuí e do Guaíba.

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Uma nova frente fria deve chegar ao estado neste sábado, 1º, com previsão de chuva forte, raios e rajadas de vento. Os rios permanecem elevados depois das precipitações acumuladas nas últimas semanas.

O levantamento dos prejuízos causados pelos temporais atuais ainda não foi concluído. O histórico recente, porém, mostra a dimensão dos impactos. As enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul resultaram em mais de 4 bilhões de reais em indenizações pagas pelas seguradoras.

Baixa cobertura amplia as perdas

Grande parte dos danos provocados por eventos extremos fica fora da cobertura do mercado segurador. Menos de 17% das residências brasileiras possuem seguro residencial, enquanto apenas 20% das empresas contam com seguro patrimonial, de acordo com os dados do setor.

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Na prática, famílias e empresários sem apólices precisam arcar diretamente com a reconstrução de imóveis, a reposição de veículos, máquinas e mercadorias e a interrupção das atividades. Parte do custo também recai sobre o poder público, responsável por recuperar estradas, pontes, escolas, hospitais e outros serviços atingidos.

A exposição ocorre em um cenário de aumento da frequência de episódios severos. O Brasil registrou 1.690 eventos climáticos extremos somente em 2024.

Indenizações passam de R$ 1 bilhão

O Grupo HDI informou que desembolsou mais de 1,01 bilhão de reais em indenizações relacionadas a eventos climáticos entre janeiro de 2024 e junho de 2026. Os pagamentos correspondem a 55.182 avisos de sinistro, como são chamados os registros de danos apresentados pelos clientes às seguradoras.

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Somente em 2024, a companhia recebeu 29.616 avisos e pagou 716,6 milhões de reais. O montante equivale a cerca de 71% de todas as indenizações climáticas desembolsadas pelo grupo no período analisado.

As enchentes gaúchas foram o maior evento climático já enfrentado pela companhia e geraram 385,97 milhões de reais em indenizações. Em maio de 2024, mês mais crítico para a seguradora considerando todos os eventos climáticos, foram registrados 6.938 avisos de sinistro e pagos 446,5 milhões de reais.

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