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Nova regra do Crédito do Trabalhador amplia concorrência entre bancos e reduz juros

Regulamentação permite uso do FGTS como garantia, limita juros a 1,99% ao mês e amplia o poder de negociação dos trabalhadores

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 jul 2026, 10h45 | Atualizado em 3 jul 2026, 10h54
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A nova regulamentação do Crédito do Trabalhador promete mudar a dinâmica do crédito consignado privado ao permitir o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia das operações. A medida estabelece um teto de juros de 1,99% ao mês para essa modalidade e busca ampliar a concorrência entre instituições financeiras, reduzindo o custo dos empréstimos para trabalhadores com carteira assinada.

Na avaliação de especialistas do setor, a principal mudança está no aumento do poder de escolha do consumidor, que passa a ter mais opções para comparar taxas e condições antes de contratar um financiamento. Segundo Rodolfo Takahashi, CEO da Gooroo Crédito, a padronização das garantias tende a tornar o mercado mais competitivo. “Durante muito tempo, o acesso às melhores condições de crédito dependia do perfil do cliente ou do relacionamento que ele mantinha com determinado banco. Com a padronização das garantias e um limite para as taxas de juros, o trabalhador ganha mais poder de negociação e passa a contar com um mercado muito mais competitivo”, afirma.

O executivo explica que o uso do FGTS como garantia reduz o risco das operações para as instituições financeiras, abrindo espaço para que mais bancos disputem o mesmo cliente. “Ao utilizar parte do FGTS como garantia, o risco para as instituições diminui. Isso permite que mais bancos disputem esse cliente, criando um ambiente de maior concorrência. No fim da cadeia, quem se beneficia é o trabalhador, que passa a encontrar ofertas mais atrativas e compatíveis com sua capacidade financeira”, diz.

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Outro efeito esperado é a ampliação do acesso ao crédito para trabalhadores que antes encontravam dificuldades para obter empréstimos em condições mais favoráveis. Com a nova regra, o consumidor deixa de depender exclusivamente do banco onde mantém relacionamento e pode buscar propostas em diferentes instituições. “O trabalhador deixa de ficar restrito às condições oferecidas pelo seu banco e passa a ter liberdade para comparar propostas de diferentes instituições. Essa concorrência é saudável porque pressiona o mercado a oferecer taxas menores, maior transparência e melhores condições de contratação”, afirma Takahashi.

Apesar de servir como garantia da operação, o saldo do FGTS continua pertencendo ao trabalhador e permanece depositado em sua conta vinculada. Os recursos só poderão ser utilizados nas situações previstas em lei, funcionando apenas como garantia do empréstimo.

Para o especialista, a regulamentação também pode contribuir para melhorar o planejamento financeiro das famílias. “O crédito deixa de ser uma solução emergencial, normalmente associada a juros elevados, e passa a ser um instrumento de planejamento financeiro. Quando o trabalhador consegue acessar recursos com taxas menores, ele pode substituir dívidas mais caras, reorganizar o orçamento e preservar sua saúde financeira”, destaca.

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Entre os principais efeitos esperados da regulamentação estão a limitação dos juros em 1,99% ao mês para operações com garantia do FGTS, o aumento da concorrência entre bancos, maior poder de negociação para os trabalhadores, redução do custo dos empréstimos e ampliação do acesso ao crédito consignado privado.

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