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Nova pesquisa mostra frutos eleitorais da guerra de Bolsonaro à Petrobras

Com troca no comando da estatal, redução no ICMS e possível voucher caminhoneiro, eleitores culpam menos o presidente pela alta dos preços dos combustíveis

Por Larissa Quintino Atualizado em 6 jul 2022, 15h04 - Publicado em 6 jul 2022, 09h23

A verdadeira guerra que o presidente e pré-candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), travou com a Petrobras e (ainda luta) com o preço dos combustíveis começa a mostrar resultados para o capitão. Segundo a pesquisa eleitoral da Genial Investimentos/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 6, o número de eleitores que culpam Bolsonaro pela alta dos combustíveis recuou: 25% dos entrevistados afirmam que ele é o principal culpado pela alta, e 20% colocam a culpa na Petrobras. Os números são melhores que no último levantamento: em junho, 28% creditavam a alta dos preços ao presidente, enquanto 16% elegiam a petroleira como principal vilã.

Se a culpa ainda recai sobre ele, grande parcela do eleitorado, entretanto, reconhece esforços de Bolsonaro sobre a crise dos combustíveis: 42% afirmam que ele está fazendo o que pode para impedir, enquanto os outros 58% apontam o contrário.

O levantamento da Genial/Quaest, que aponta Lula com 45% das intenções de voto e Bolsonaro com 30% (ante 47% a 28% da última pesquisa), questionou eleitores sobre o grau de conhecimento de temas relacionados aos combustíveis e ao pacote eleitoral que o governo tenta passar na PEC das Bondades. O aumento do Auxílio Brasil para 600 reais é de conhecimento de 61% do eleitorado, a troca na presidência da Petrobras, de 54%, a criação do voucher caminhoneiro, de 46% e a redução do ICMS nos combustíveis, de 45%.

No último mês, o governo conseguiu aprovar um projeto que limita em 17% o ICMS dos combustíveis – baixando o percentual do imposto em ao menos 20 estados – e alçou Caio Mario Paes de Andrade, aliado de Guedes, à presidência da Petrobras após a demissão de José Mauro Coelho pelo último reajuste dos preços nas refinarias. A nova batalha do governo é passar a PEC das Bondades, que fura o teto em ao menos 41 bilhões de reais para aumentar o Auxílio Brasil e conceder benefício de 1.000 a caminhoneiros e taxistas.

A boa notícia para o presidente é que algumas dessas ações têm potencial para elevar sua intenção de votos. Quando questionados se esses temas aumentariam a possibilidade de votar em Bolsonaro, 31% responderam que sim, no caso da criação do voucher caminhoneiro, 30% em relação à redução do ICMS dos combustíveis, 28% pela saída do presidente da Petrobras e 21% na concessão do auxílio de 600 reais. A possibilidade de votos aumenta até mesmo quando há um recorte feito entre quem declarou que votaria em Lula: 10% do eleitorado afirma que as chances de votar no capitão aumentam nessa situação. Apesar de a economia continuar sendo a maior preocupação de quem vai votar em outubro de 2022, a guerra de Bolsonaro contra a Petrobras e o orçamento passam a mostrar os frutos que ele tanto deseja, os eleitorais.

A pesquisa Genial Investimentos/Quaest foi realizada entre os dias 29 de junho e 2 de julho em 120 municípios das cinco regiões do país. Ao todo, 2.000 pessoas foram entrevistadas presencialmente. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos, com confiabilidade de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01763/2022.

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