Clique e assine a partir de 8,90/mês

‘Nossa companhia foi desonesta’, admite diretor da Volks

Após escândalo de fraude, Michael Horn, diretor-executivo da montadora alemã nos Estados Unidos, prometeu regularizar situação com governo, clientes e distribuidores

Por Da Redação - 22 set 2015, 10h58

O diretor-executivo da Volkswagen nos Estados Unidos, Michael Horn, admitiu que a montadora alemã fraudou testes de emissões poluentes. “Nossa companhia foi desonesta com a EPA (Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos) e com o comitê de Recursos do Ar da Califórnia, com todos vocês”, disse Horn em um evento em Nova York, na noite de segunda-feira. “Estragamos tudo”, completou ele.

A Volkswagen anunciou que até 11 milhões de veículos em todo o mundo poderão ser afetados por um software usado para burlar testes de emissões de poluentes. A montadora também anunciou planos de fazer uma reserva de 6,5 bilhões de euros (7,27 bilhões de dólares) neste trimestre para cobrir custos relacionados ao escândalo, o que forçará a empresa a reduzir sua projeção de lucro para 2015.

Horn prometeu “consertar as coisas com o governo, com o público, com nossos clientes, nossos empregados e também, mais importante, com nossos distribuidores”. A empresa anunciou a suspensão da comercialização nos Estados Unidos dos carros a diesel de quatro cilindros das marcas VW e Audi, que representavam 23% de suas vendas neste mercado.

O escândalo se tornou público na sexta-feira, quando as agências de regulação americanas ordenaram que a empresa corrigisse o problema e anunciaram uma investigação. A maior montadora de veículos europeia pode encarar multas de até 18 bilhões de dólares nos Estados Unidos e ações judiciais coletivas de compradores, além dos danos à sua reputação.

Europa – Nesta terça, a Itália anunciou a abertura de uma investigação sobre as emissões de poluentes dos veículos da Volkswagen. O Ministério de Infraestrutura e Transportes italiano afirmou que estava requisitando informações tanto da Volkswagen quanto do órgão alemão responsável por aprovar veículos tanto para o mercado doméstico como para o restante da Europa.

Na Alemanha, a chanceler alemã, Angela Merkel, pediu que a montadora seja “totalmente transparente”. “Diante dessa situação difícil, o que é necessário agora é transparência total e esclarecer todo o processo”, afirmou Merkel a jornalistas em Berlim.

Continua após a publicidade

Na França, o ministro das Finanças da França, Michel Sapin, também pediu uma investigação do setor automobilístico na Europa. “Parece necessário. Nós precisamos fazer isso no nível europeu”, disse Sapin na rádio francesa.

Leia mais:

Fraude da Volkswagen é um trauma para a empresa – e para o orgulho alemão

Com alta do dólar, Brasil deve cair em ranking das maiores economias

Mercado – As ações da montadora alemã caíram para a mínima de três anos na sessão desta terça-feira, estendendo a queda de 19% de segunda-feira. Às 9h42 (horário de Brasília), as ações da Volkswagen caíam 19,2% na Alemanha.

(Com agências)

Continua após a publicidade
Publicidade