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Norueguesa Seadrill ofertará ações no Brasil de unidade local

Por Balazs Koranyi

OSLO, 14 Dez (Reuters) – A Seadrill, maior companhia global de perfuração marítima em valor de mercado, iniciou planos de vender alguns de seus ativos brasileiros, mas informou que pretende manter participação majoritária em sua unidade brasileira depois de uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

A companhia, listada em Oslo, na Noruega, tem valor de mercado de 15,6 bilhões de dólares e colocará três unidades de perfuração em águas profundas na nova companhia brasileira, e também considera “lógico” acrescentar uma potencial joint-venture com a Sapuracrest Petroleum, da Malásia, na nova entidade, informou o vice-presidente financeiro da Seadrill, Esa Ikaheimonen, à Reuters nesta quarta-feira.

A companhia considera o Brasil uma área importante de crescimento e quer se capitalizar utilizando alguns dos seus mais antigos e lucrativos contratos no setor.

“O mínimo legal é vender 25 por cento… e, baseado na experiência da North Atlantic Drilling, pretendemos reter uma participação acima de 50 por cento”, afirmou Ikaheimonen.

A companhia, que opera uma frota de 60 unidades globalmente, incluindo sondas de perfuração e plataformas semi-submersíveis, fez um spin-off de 25 por cento da North Atlantic Drilling neste ano, mas adiou planos de listar a companhia na bolsa de Oslo.

“Inicialmente (para o Brasil) seriam os ativos de perfuração, as três unidades de águas profundas, mas você viu que fizemos hoje o anúncio sobre o Brasil… e incluir isso (a joint-venture) seria lógico”, explicou Ikaheimonen.

A companhia anunciou nesta quarta-feira planos para um investimento conjunto com a Sapuracrest a fim de oferecer serviços à Petrobras.

A companhia malasiana, na qual a Seadrill tem uma fatia de 23,6 por cento, recentemente fechou um acordo com a Petrobras para um aluguel de cinco anos para três embarcações de instalação de tubos, e a Seadrill planeja participar do acordo, disse a empresa.

Ikaheimonen disse que a documentação para o IPO estará pronta no primeiro trimestre de 2012, mas acrescentou que a companhia não tem um cronograma definido para a oferta de ações e que a realizará quando o mercado estiver propício.

Na terça-feira, a Seabras, como é chamada a unidade brasileira, pediu à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) registro de companhia aberta.

A companhia não finalizou os termos da venda de participação e não tem estimativas públicas sobre quanto espera levantar com o IPO.

“É um negócio de tamanho, com ativos de alta qualidade e contratos valiosos”, disse Ikaheimonen.