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No Twitter, Dilma admite que país sente crise externa

A presidente tentou ainda reverter o cenário de pessimismo com as contas públicas do país dizendo que o Brasil será um dos poucos a apresentar superávit primário em 2013

A presidente Dilma Rousseff admitiu, nesta segunda-feira, em sua conta na rede de microblogs Twitter, que o Brasil sente os efeitos da crise internacional, mas tentou contornar o pessimismo dizendo que o país tem inflação abaixo do teto da meta, de 6,5% ao ano, pelo décimo ano consecutivo.

Em um momento em que as contas públicas preocupam, devido à descrença do mercado de que o país cumprirá a meta de superávit primário de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB), Dilma disse ainda que o Brasil será uma das poucas entre as grandes economias globais a apresentar superávit em 2013. “Segundo projeções, apenas seis economias do G-20 (Arábia, Itália, Brasil, Turquia, Alemanha e Coreia do Sul) terão superávit primário em 2013”, escreveu a presidente, lembrando ainda das reservas internacionais do país, de 376 bilhões de dólares.

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“Construímos nossa estabilidade – inflação controlada, superávit fiscal e altas reservas (internacionais) – aumentando renda e emprego”, disse a presidente em sua conta no Twitter, numa tentativa de retomar a confiança do mercado, que se mantém pessimista com as contas públicas.

O governo tem se esforçado para mostrar que a situação fiscal do Brasil está sob controle, embora a divulgação neste mês do déficit primário do setor público consolidado de 9 bilhões de reais em setembro, o pior da série histórica para o mês, tenha disparado um alerta. O resultado deixou bastante remota a possibilidade de o governo atingir sua meta ajustada de superávit primário de 2,3% do PIB.

Histórico – Inicialmente, a meta em 2013 era de superávit primário – a economia feita pelo governo para o pagamento de juros sobre a dívida – de 3,1% do PIB. Mas o governo já anunciou que usará a prerrogativa que tem para abater investimentos e desonerações da meta no valor de 45 bilhões de reais.

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(com Estadão Conteúdo e Reuters)