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Nissan vai contratar 600 funcionários e criar 2º turno em Resende

Nissan pretende contratar 600 funcionários em 2017 e criar um segundo turno para a sua única fábrica no país

Por Estadão Conteúdo - Atualizado em 24 fev 2017, 10h30 - Publicado em 24 fev 2017, 10h08

Na contramão do que vêm fazendo outras montadoras, a Nissan pretende contratar 600 funcionários em 2017 e criar um segundo turno para a sua única fábrica no país, localizada em Resende, sul do Rio de Janeiro.

O presidente da Nissan do Brasil, François Dossa, disse que a empresa fará ainda neste ano investimento de R$ 200 milhões no projeto de implantação da produção do Nissan Kicks – outros R$ 500 milhões já foram investidos em 2016.

O executivo afirmou que, apesar da crise, os investimentos estão sendo mantidos pela montadora que tem “uma visão de longo prazo”. “O Brasil já foi o quarto mercado mundial, hoje é o décimo, mas acreditamos numa recuperação. Em 2021, deve voltar para a sexta ou quinta posição”, explicou.

A contratação de 600 pessoas já teve início e será concluída até agosto ou setembro, explicou. Atualmente, o Nissan Kicks, lançado nos Jogos Olímpicos do Rio, é importado do México. “A venda dos carros produzidos no Brasil deve começar em maio ou junho deste ano”, disse.

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Com isso, a fábrica de Resende passará a ter 2.100 funcionários. A unidade foi inaugurada em 2014 com investimentos totais de R$ 2,6 bilhões, realizados entre 2011 e 2014. São fabricados hoje na unidade motores e os veículos Versa e March. Hoje, há um turno de oito horas, que passará a dois turnos de oito horas.

O executivo afirmou ainda que a Nissan aumentou o market share em 2016, o que também justifica a manutenção de investimentos.

Economia

Dossa disse que “talvez o Brasil nunca tivesse vivido uma crise tão forte, mas há elementos que mostram que a retomada não está tão longe”. Ele citou a queda da inflação e dos juros, “muito importante” para um mercado onde a maior parte das vendas é por financiamento. Para ele, a taxa Selic deve ficar em torno de “9% e algo” no final do ano – atualmente está em 12,25% ao ano.

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O otimismo, no entanto, é para 2018. “Neste ano, o PIB (Produto Interno Bruto) deve parar de cair, crescer em torno de 1%, mas em 2018 estimamos que o crescimento seja mais relevante, em torno de 3%”, disse.

Dossa disse não temer a perda dos benefícios concedidos pelo Estado do Rio relativos ao Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). “Tudo o que temos de incentivo está amparado em lei estadual, não é decreto. Sabemos que há uma segurança jurídica”, afirmou.

Mudança de comando

O executivo-chefe da Nissan Motor, o brasileiro Carlos Ghosn, deixará o posto em abril e será substituído por Hiroto Saikawa, informou a companhia. Ghosn permanecerá como presidente do conselho de administração da Nissan, enquanto busca assumir um papel mais amplo de monitorar a aliança da companhia com a Renault e a Mitsubishi Motors. Ele também atua como presidente do conselho da Mitsubishi e executivo-chefe da Renault.

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Saikawa havia sido nomeado co-executivo-chefe da Nissan após a aquisição de uma fatia controladora na Mitsubishi. Ao mesmo tempo, Ghosn disse que permitirá que a Nissan continue a tomar decisões de gerenciamento mesmo quando ele assumir mais responsabilidades na Mitsubishi.

A decisão vem quase duas décadas após Ghosn ficar no comando da Nissan, após sua chegada em 1999 para ajudar a companhia a evitar a falência. A companhia voltou a dar lucro em um ano. Já havia a expectativa de que Ghosn deixasse a Nissan e ele havia dado pistas de que preferia ser substituído por um japonês.

(Com Estadão Conteúdo)

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