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Negociações voltam a parar nos EUA a dois dias do calote

Plano apresentado por deputados republicanos é vetado pela Casa Branca e impasse segue

Por Da Redação - 15 out 2013, 17h18

As negociações no Senado dos Estados Unidos para elevar o limite da dívida do país e reabrir o governo federal foram suspensas nesta terça-feira – e assim permanecerão até que o líder da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner, acerte um plano fiscal que possa seguir adiante na Câmara, disse o senador Richard Durbin.

Durbin, um democrata de segundo escalão no Senado, disse que Boehner paralisou as negociações bipartidárias no Senado nesta terça-feira ao apresentar um plano que foi imediatamente derrubado pela Casa Branca e pelos democratas. O governo está a dois dias de atingir o limite de sua capacidade de financiamento. E, para que o Tesouro não dê o calote em suas obrigações de pagamento de juros sobre títulos públicos a credores, é preciso que republicanos e democratas cheguem a um acordo sobre a elevação do teto da dívida, que está, hoje, em 16,7 trilhões de dólares.

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Na noite de segunda-feira, havia certo otimismo em Washington ante a possibilidade de que um acordo desenhado por um comitê bipartidário do Senado pudesse ser aprovado tanto na Casa, como na Câmara. Contudo, nesta terça, as negociações foram suspensas porque a própria Câmara também estava preparando um projeto sobre o mesmo tema fiscal. A questão é que, enquanto o texto do Senado mostrava algum indício de consenso entre os dois partidos, o da Câmara foi completamente rejeitado pela Casa Branca e pelos democratas antes mesmo de se tornar público.

Segundo o Washington Post, o plano dos republicanos, que são maioria na Câmara, incluía novas mudanças no Obamacare, o pacote de reformas da saúde desenhado por Barack Obama. Uma delas era a possibilidade de eliminar a contribuição do seguro-saúde para empregadores privados que também fizessem parte do Congresso e da Casa Branca. “Isso nada mais é que um ataque partidário”, disse o senador Harry Reid, líder dos democratas no Senado, que acusou os republicanos da Câmara de tentar sabotar o acordo que estava sendo desenhado na terça.

Diante da resposta dos democratas ao texto elaborado na Câmara, não há dúvidas de que ele não será aprovado caso passe ao Senado, de maioria democrata. O líder dos republicanos na Câmara, John Boehner, não quis se comprometer, segundo o Post, quando questionado se o projeto poderia ser levado adiante. Todas as tentativas de Boehner de chegar a um acordo com a própria ala conservadora de seu partido, o Tea Party, têm sido em vão. “Ainda não há qualquer decisão sobre o que faremos”, disse.

(Com Reuters)

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