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Não há negociação para reajustar combustíveis, diz Graça

Velha defensora da paridade de preço com o exterior, presidente da Petrobras, Graça Foster, diz agora que não há nenhum diálogo sobre o assunto em curso

Por Da Redação - 21 ago 2012, 15h55

A Petrobras não realiza nenhuma negociação com o governo para um novo reajuste dos preços dos combustíveis, disse nesta terça-feira a presidente da estatal, Maria das Graças Foster, ao ser questionada sobre o assunto em evento no Rio de Janeiro. “Não, não há nenhuma negociação nesse sentido”, afirmou após a cerimônia do Programa Petrobras Esporte & Cidadania.

Em mais de uma oportunidade, Graça Foster afirmou que a estatal buscará uma paridade dos preços internos com os internacionais para os combustíveis vendidos no Brasil.

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Embora não haja prazo definido para novos reajustes, a estatal pretende amenizar os efeitos da defasagem das cotações locais destes produtos nos resultados da companhia. A Petrobras tem importado grandes volumes para atender ao mercado interno, o que tem pesado no balanço da empresa.

Ela disse ainda que não comentaria declarações de ministros sobre uma alta nos combustíveis. No início do mês, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que também é presidente do conselho de administração da estatal, disse que não há perspectiva de reajuste “no horizonte”. Horas antes, o ministro Edison Lobão, das Minas e Energia, havia comentado que existia a possibilidade de alta dos valores neste ano. Desde que os ministros se pronunciaram, Graça Foster não falava publicamente sobre o tema.

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O aumento do preço da gasolina realizado em junho, de 7,8%, não chegou ao consumidor em função da redução da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide). Contudo, a alta não compensa por completo a defasagem que a Petrobras tem em relação aos preços internacionais. Um novo aumento na gasolina agora acabaria tendo efeito no preços nas bombas e, por consequência, na inflação, considerando que a Cide foi zerada

(com Reuters)

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