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‘Não há luz no fim do túnel para Europa’, diz Joseph Stiglitz

Nobel de Economia afirma que atual política econômica colocada em prática no continente não levará países em crise à recuperação

Por Da Redação - 2 nov 2012, 10h02

Em entrevista à revista espanhola Capital, o Prêmio Nobel da Economia de 2001, Joseph Stiglitz, criticou a atual política de austeridade que está em vigor nos países europeus em crise. O Nobel censurou a falta vontade política nos líderes europeus e disse ainda que eles “não entendem o papel dos bancos e não sabem o que estão fazendo”.

O economista americano afirmou que teme que a Europa e a Alemanha estejam colocando em perigo o futuro da Espanha, por meio de exigências extremas de cortes de gastos. “Qualquer um que analise as coisas corretamente diria que, hoje, estamos em uma situação pior que cinco anos atrás. Não há menor condição de dizermos que estamos mais perto do fim da crise”, afirmou Stiglitz.

Para o Nobel, é praticamente impossível conseguir reduzir o desemprego diante das atuais políticas de austeridade. Segundo ele, parte do mercado de trabalho deve se recuperar se a economia voltar a crescer. No entanto, diz Stiglitz, o crescimento será inviável diante de tais políticas de cortes de gastos, sem estímulo econômico.

Stiglitz considerou o futuro da Espanha extremamente preocupante e disse que, da forma como os líderes europeus estão agindo hoje, “não há luz no fim do túnel para a Europa”.

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