“Não adianta sair matando gente negra e periférica”, diz ministro de Lula
Ministro da Fazenda critica operações policias que não possuem foco em asfixiar o alto escalão do crime organizado
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou nesta segunda-feira, 17, estratégias de combate à criminalidade que, segundo ele, tenham como foco a morte de pessoas negras nas periferias. Durante palestra, o ministro afirmou que o enfrentamento à violência precisa atingir a estrutura financeira das organizações criminosas.
“Não adianta você sair matando gente negra periférica na periferia”, afirmou Durigan durante a 27ª conferência do Santander Brasil. Na visão do ministro, o policiamento é necessário, mas não suficiente para enfrentar o problema. “Eventualmente você tem que fazer o combate efetivo do policiamento, mas a origem, o crime organizado, a lógica financeira é que abastece isso”, disse.
Durigan afirmou que o governo tem ampliado a atuação contra o crime organizado por meio de órgãos como a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), além de parcerias com a Polícia Federal.
Desde 2023, segundo o ministro, o Ministério da Fazenda tem cobrado ações de combate ao crime organizado. “Crime organizado é prioridade, tem que fazer o combate ao crime organizado”, afirmou.
Para Durigan, o Brasil também tem potencial para ampliar a cooperação internacional contra as organizações criminosas, especialmente com os Estados Unidos e outros países da América Latina. Ele defendeu que questões políticas não prejudiquem os fluxos de informações e de inteligência entre as instituições.







